domingo, 12 de maio de 2013

Homenagem de Dia das Mães!!!

E hoje venho homenagear minha mãe, no Dia das Mães, contando mais uma de suas inventices de cozinha!!!

Há um ano, bem exato, escrevi do nosso "Bolo Inventado", que ficou pra história como o impulso para a criação, para a liberdade de arriscar na cozinha, para a nova vida que damos à receita quando inventamos suas misturas. Pois bem, foi um aprendizado riquíssimo, como tantos outros. Foi a mãe também quem me presenteou com o livro 'A Fada que tinha ideias', da Fernanda Lopes de Almeida. E este foi o gatilho do meu gosto pela ideia nascente, através dos feitos da Fadinha Clara Luz. Contei aqui no blog... lembra?

E tantas foram as outras invenções que inspiraram pro 'clique'  da criatividade, do caminho livre à ideia, esta que é, em síntese, a força motriz da mudança. Aprendi, com ela, este olhar para o horizonte, vendo o possível espalhado ali; aprendi este sentir que é válido arriscar, mesmo sem garantias de sucesso, mas com a única garantia interna necessária: a confiança no projeto. Mais ainda, aprendi este confiar aliado à permissão, no âmago da gente, de que caminhar rumo à ideia já seria válido, fosse o resultado melhor ou pior.  Afinal de contas, o 'Bolo Inventado' poderia sair delicioso ou não, mas estávamos ali, meu irmão e eu, misturando ingredientes, criando, arriscando nova receita. E este era o impulso, o aprendizado, a riqueza da experiência...

E muito tempo, idades, criações nasceram, desde o 'Bolo Inventado'. O ímpeto de criar na cozinha nos acompanha desde lá, com tantas histórias contadas (e pra contar)...Tenho DNA de inventadeira, não resta dúvida.

Bom, sigo a prosa, atualizando o calendário.

...Eis que, no ano passado, a mãe inventou uma moda fenomenal em suas sopas de inverno.
Uma base aveludada, untuosa, de brilho perolado, até. O 'como-se-faz'?  A mãe cozinha no vapor os tubérculos (às vezes, só a batata-doce; noutras, batata-cará e inhame). Em separado, ferve em fogo baixo o gengibre (2cm) e o alho-poró (uns 8-10cm), por em torno de 10 minutos. Une os tubérculos a esta mistura, colocando o sal no conjunto, já no liquidificador, até formar uma pasta espessa, homogênea. Aquece o creme, que receberá os legumes ao final. Escolhe quais os legumes da sopa, não mais do que três tipos (cenoura, vagem, aipo ou funcho, por exemplo); pode-se salteá-los ou colocá-los direto no creme aquecido, quase crus, para conservar ao máximo as propriedades dos elementos e sua crocância. Deve-se então provar para acertar o sal, no fim do processo.
O azeite de oliva é colocado direto no prato, a gosto.

Resultado? A vitalidade dos contrastes entre a maciez do creme e a mordida crocante dos legumes, a força saudável dos ingredientes, a temperatura acolhedora da receita num dia frio de inverno, as variações possíveis na apresentação, acrescentando, por vezes, cogumelos Shitake ou outro composto diverso, a mansidão do sabor de base (dada pelos tubérculos), contrastando com a força da mistura de gengibre e alho-poró...

Contando do processo criativo que usa nas sopas, diz que foi pura 'Serendipity', que então repetiu deste ou daquele jeito, mudando ou substituindo ingredientes, aprimorando etapas...dessas inventices de cozinha, que nem sabemos bem como nascem...Num estalo, num 'plim' de ideia! Sabemos, isto sim, que precisam  da criatividade, da descoberta, do arriscar, para nascerem. 
Ingredientes em que a mãe é uma expert e tanto!

No próximo dia frio, arrisque! Estas sopas são um prato bárbaro para as refeições invernais!

Feliz Dia das Mães para a minha mãe e para todas as mães-leitoras aqui do blog!

Com carinho,
Betina


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