segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sobre o curso de Queijos e Vinhos da Vinho & Arte: fundamentos e programação


Fotografia selecionada pela enóloga
Maria Amélia Durarte Flores.
Ao longo deste mês de maio, tenho escrito sobre o papel dos registros ancestrais nas experiências culinárias. Além disso, nos últimos posts, a conversa foi sobre a importância do produto  na concepção da cozinha de um território, a força da sazonalidade para os ingredientes que a natureza fornece para nossas receitas, a relação do produtor com a realização do que oferece, como no caso dos queijos da queijaria Mas Alba, e por aí vai. Eis que, nos caminhos de escrita, falei sobre queijos e sobre vinhos, em momentos e em circunstâncias diferentes entre si. Neste post, eles se encontram com o elemento sazonal: o frio. 

O que nos apetece, quando começa a esfriar, está associado a diversos fatores, como a cultura de uma região, o clima, as tendências de época, ou como o fato de tal prática gastronômica estar  mais na moda em certos períodos. Entretanto, há um aspecto muito vivo em nosso subterrâneo: a relação com o prazer de comer e de beber está muito ligada aos cinco sentidos e às recordações que este e aquele sabor evocam. Nos apetece determinada proposta de cardápio porque construímos memórias significativas. Pois essas memórias nos fazem querer repetir experiências prazerosas, sabores e harmonizações dos quais nunca nos esquecemos. É comum lembrarmos de nossas alegrias com a soma do frio, da mesa de queijos e vinhos e da reunião com amigos ou com quem amamos. Vivenciamos esse cenário em outonos e invernos anteriores, e a partilha foi tão boa que os sentidos fixaram sabores e boas lembranças como um só fenômeno. E isso acontece com Fondue, no inverno do nosso Sul, também, além de outros exemplos. O elemento sensorial nos permitiu sentir prazer com a experiência do sabor, a memória registrou e pronto: sempre que se falar em queijos e vinhos, é da reunião festiva com amigos que vamos lembrar. 
E querer repetir.

No meu caso, que adoro preparar quitutes, essa retomada do desejo é ainda mais sólida: gosto de organizar a festa, escolher os queijos e acompanhamentos, combinar quem trará o vinho, fazer o meu pão e as pastinhas para celebrar a ocasião. Foram tantos os 'queijos e vinhos' durante os últimos anos, que o gosto pelo planejamento com o grupo e o próximo encontro de inverno já são esperados. Mas sempre tenho uma dificuldade: como harmonizar a tábua de queijos com os vinhos, para promover máxima exploração sensorial e prazer com a experiência? 

E se, ao contrário, você tem curiosidade pelo tema, mas nunca participou de um 'queijos e vinhos'? Ou se não fez porque não sabia como montar a tábua e escolher os vinhos para promover a mesa?
Ou, ainda, se você é um curioso clássico, como eu, e tem vontade de descobrir os detalhes de uma vivência como esta? Ou se seu plano é montar uma mesa para partilhar a dois? E se você gosta muito dessa proposta, já participou de vários, mas nunca se encorajou a planejar um encontro assim?
É para todas essas possibilidades, e mais um pouco, que o curso de Queijos e Vinhos vem trazer uma luz muito interessante: a harmonização entre os produtos escolhidos, o que selecionar, como decidir o que comprar no mercado, ao organizar um encontro de "Queijos e Vinhos". Mencionei o curso no final do post de sábado, ao referir a enóloga Maria Amélia Duarte Flores, que ministrará a aula na próxima sexta-feira, 19/05/2017. O curso é realizado pela Vinho & Arte, da qual Maria Amélia é proprietária. 

Para mim, curiosa desde sempre, quituteira e com adoração por queijos e vinhos, o curso é um achado! Leia a programação aqui, elaborada pela enóloga, e você vai ler um roteiro pleno de história, de sabores, de bagagens. E vai querer vir também!
Em breve, outras dicas de atividades que unem Gastronomia e Cultura, em Porto Alegre, nesta semana. Por enquanto, segue a programação do curso de sexta-feira.
Com carinho,
Betina
Curso de Queijos e Vinhos
Programação:




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