terça-feira, 16 de maio de 2017

Sabor, terra e memória

Sobre o papel da memória nos sabores que permanecem em nós como registros de vida, apresento aqui um trecho da escritora mexicana Laura Esquivel, em seu livro "Íntimas suculencias-tratado filosófico de cocina."

"Uno es lo que come, con quién lo come e cómo lo come. La nacionalidad no la determina el lugar donde uno fue dado a la luz, sino los sabores y los olores que nos acompañan desde niños. La nacionalidad tiene que ver con la tierra, pero no con esa pobre idea de una determinación territorial, sino con algo más profundo. Tiene que ver con los productos de esa tierra pródiga, con su química y sus efectos en nuestro organismo. Los compuestos biológicos de lo que comemos penetran el ADN de nuestras células  y lo impregnam de los sabores más íntimos. Se cuelan hasta el último rincón del inconsciente, alli donde se anidan los recuerdos y se acurrucan para siempre en la memoria." 

Laura Esquivel, p.109

Em minha tradução livre:

Alguém é o que come, com quem come e como o come. O que determina a nacionalidade não é o lugar onde o indivíduo foi dado à luz, mas os sabores e os aromas que nos acompanham desde pequenos. A nacionalidade tem a ver com a terra, mas não com essa pobre ideia de uma determinação territorial, e sim com algo mais profundo. Tem a ver com os produtos dessa terra pródica, com sua química e seus efeitos em nosso organismo. Os compostos biológicos do que comemos penetram no DNA das nossas células e o impregnam dos sabores mais íntimos. Fixam-se até o último rincão do inconsciente, ali onde se aninham recordações e se resguardam para sempre na memória.

Laura Esquivel, p. 109


Com carinho,

Betina


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