quarta-feira, 24 de maio de 2017

Cozinha ancestral como eixo

Ler sobre o curso "A vida cotidiana na Idade Média" me deu uma vontade curiosa de pesquisar sobre a História da Alimentação neste período, para contar aqui no Blog! Volto, assim, ao livro organizado por Flandrin e Montanari, História da Alimentação, pleno de detalhes interessantíssimos.

Muitas novidades vêm surgindo, para serem parte de nossas conversas, e uma nova história puxa outra. Já são vários temas na lista para as próximas postagens. E então, que logica seguir? Bom, a sucessão de elementos para pesquisar e sobre os quais escrever é quase aleatória: como nas ruas da cidade desconhecida que desejamos explorar, os trajetos se bifurcam, os novos trechos nos surpreendem, e acabamos por "compor" a nossa cidade percorrida dentro daquela que o mapa mostra. 

Em "As cidades Invisíveis", Italo Calvino tem uma expressão que traz este sentido, para mim:

Assim- dizem alguns- confirma-se a hipótese de que cada pessoa tem em mente uma cidade feita exclusivamente de diferenças, uma cidade sem figuras e sem forma, preenchida pelas cidades particulares."

A ligação entre os temas parece não seguir um fluxo único, espraiando-se entre vários campos; entretanto, há sim o eixo que mobiliza todas as postagens deste semestre: a ancestralidade. Os assuntos, em si, vão ocorrendo ao sabor do vento, mas o núcleo que os aproxima é a relação do comer e beber com a força ancestral em nós. Os eventos, como os cursos da Vinho & Arte, as atividades do Casamundi Cultura e outras vivências que aparecem no calendário promovem conexões e ideias em torno do foco. Surgem, então, as nossas 'cidades particulares', compostas pelos trajetos íntimos que vão se apresentando no acaso feliz da Serendipity. 

Gracias pela visita!
Abraços,
Betina

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Participe! Vou adorar compartilhar emoções culinárias com você! Com carinho, Betina