domingo, 31 de julho de 2016

Começando um novo mês! Feliz agosto aos leitores!!!


E julho chega ao fim, as férias terminam, volta a rotina para quem fez a pausa invernal. A vida parece ganhar novo respiro: o segundo semestre chegando e o caminho do ano sendo vivido. Por que estrada  seguir? E qual o ritmo do passo? Às vezes, pode ser pesado começar de novo, o dia, a semana, o mês, o semestre. E pode ser leve, como o desafio de experimentar uma receita inédita. 

Felizmente, não temos a certeza no preparo de uma felicidade em compota, como aquelas do caderno cheio de manchas da foto. Felizmente??????
Sim.

 O "como-se-faz", quantidades e modo de unir os ingredientes, tempo de preparo, e assim por diante, é só vivendo que descobrimos. As surpresas do dia-a-dia permitem riquíssimas descobertas quando estamos atentos e dispostos, assim como na cozinha. Tudo é uma questão do estado de ânimo com que percebemos cada situação.

E podemos escolher: mesmo tendo que levar a vida a sério, perceber os desafios de modo lúdico nos ajuda na leveza necessária para atravessar um dia complexo. Assim como na cozinha, podemos até ter frustrações quando a massa da pizza não sai como esperávamos, mas se optarmos pelo desânimo e pela desistência, como continuaremos aprendendo? A dica é sempre duas medidas de flexibilidade, uma medida de dar-de-ombros e outra de riso, ingredientes fundamentais para seguir adiante. O essencial é a criatividade para lidar com o imprevisto, com o novo: mudar a receita, criar outra coisa no lugar. Ou, como li em Isabel Allende uma vez, é necessário inventar na culinária, pois se algo der errado,sempre se pode chamar uma pizza. (a ideia é essa, embora não escrita assim.)

No cotidiano, essa proposta é válida, também. Encarar com leveza mesmo os temas difíceis nos ajuda a diminuir seu peso, favorecendo soluções e sobretudo diminuindo o stress e a ansiedade com os resultados. Um ponto que nos preparos de forno-e-fogão é imprescindível, na vida também é: o foco no presente. Não se pode fazer uma chimia sem prestar atenção em suas transformações, sob ação do fogo baixo depois que ferve: cor, textura, resposta aos giros da colher-de-pau, cheiro, ponto de estrada, gosto...tem-se que prestar atenção, estar ali de corpo e alma, com os cinco sentidos chamados ao ofício. Não é diferente em nosso cotidiano. 

Prestar atenção no presente, no que se apresenta (torna-se presente), nos ajuda a criar novas e corajosas soluções para o que nos desafia. 

Se usamos nossas ferramentas pessoais para amassar o pão ou preparar o bife à milanesa, podemos usá-las também nas propostas que a vida nos oferece sem aviso. Características como a paciência, o foco, a tolerância, a leveza e a alegria são indicadas, na cozinha e na vida.

E mais: sempre podemos aprender uma nova técnica culinária, ou agregar formas diversas para lidar  com as situações que o dia oferece.

Bom agosto aos amigos!

Com carinho,
Betina


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