domingo, 27 de março de 2016

Parrilla, Francis Mallmann e o sabor como chave: aniversário de quatro anos do Blog!


E por falar em Parrilla, quero contar sobre o chef argentino Francis Mallmann, especialista na  exímia prática do fogo na Gastronomia. Mallmann é o premiado autor dos livros "Terra de Fogos" e "Sete Fogos", além de proprietário do Patagonia Sur, no bairro La Boca (site), em Buenos Aires, do 1884, de Mendoza (site), e do Hotel e Restaurante Garzon, no Uruguai (conheça aqui).


Quando falei no Villa Crespo, ontem, restaurante Porto Alegrense de inspiração portenha, logo em seguida lembrei de contar sobre esse chef. Fiz tal ligação através de dois elementos intrincados: a parrilla e, sem dúvidas, Buenos Aires. Mallmann realiza peripécias parrilleras fenomenais, e é nascido em uma província de Buenos Aires. 

Só depois fui perceber por que estaria abordando esses temas nesse final de semana. São, afinal de contas, assuntos muito vinculados à capital portenha, quase minha cidade natal, cidade que tenho no coração. E por que escrever sobre isso logo agora?

 Hoje o Serendipity in Cucina completa quatro anos, 
tendo nascido no fim da manhã  de 27 de março de 2012, em Buenos Aires.
 Estranho eu não ter me dado conta, mas é claro, agora, que a postagem sobre o Villa Crespo e a decisão de escrever sobre Mallmann vieram das  seguintes palavras-chave dentro de mim: Buenos Aires, Março, Serendipity in Cucina. 

Veja aqui a primeira postagem do blog.

Temos, sim, palavras-chave em nós. Elementos que estão ali, esperando para serem acessados pela via do coração. Quando chegamos a eles, por um gatilho aleatório, abre-se um portão de lembranças e emoções em nosso mundo interno. As palavras-chave nos propiciam um reencontro conosco, com partes guardadas e à espera de um chamado para serem relembradas, revividas, ressignificadas. 

Buenos Aires, Serendipity (serendipidade), Cucina (cozinha) e Serendipity in Cucina: são chaves de encontro e descoberta, em mim. Foi este o papel do nascimento do blog, em 2012, há quatro anos: despertar o (re)encontro com a culinária e seus símbolos em minha história, em primeiro lugar. Em segundo, e também relevante, o papel foi o de transmitir reflexões e descobertas, nos campos de forno-e-fogão, ao leitores e amigos. Cada um de nós, com suas palavras-chave, com este ou aquele gatilho de acesso a sentimentos e percepções.

O que vim descobrindo, com o tempo, nas pesquisas e escritas sobre a cozinha? 
Que os sabores são essenciais no acesso às nossas palavras-chave, no coração. Muitas vezes, para além da palavra, são os sabores que nos permitem chegar às emoções e às memórias mais escondidas. Onde uma palavra não é alcançada para essa ou aquela compreensão, muitas vezes é a comida que abre uma porta de rara fechadura, em nosso interior. 

Saborear é preciso!

Seguirei contando sobre o Francis Mallmann, em mais um ou dois posts. Depois, o foco será a Gastronomia uruguaia, através da experiência no restaurante Lo de Tere, que referi em postagens desse mês.

Agradeço aos leitores pela presença e carinho em nossos quatro anos juntos!

Abraços,
Betina

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