domingo, 21 de fevereiro de 2016

Santa Serendipity: coluna de viagens

E volto ao "Serendipity in cucina", com radiante entusiasmo: uma seção sobre viagens,  desde aquelas de um dia, para saborear um café colonial no interior do Rio Grande do Sul ou passear pelas festas das cidades, às  mais distantes e aventurescas. E, se falamos em viagem, vem de imediato o tema das cozinhas por que passamos. Nessa coluna, entretanto,  o foco será a reflexão sobre os sentimentos e sensações que as saídas me despertam, além de aspectos objetivos sobre hotéis, serviços, restaurantes e escapadas que cada cenário oferece.

Cenário: férias no verão uruguaio, em Punta del Este, um daqueles dias radiantes de sol . Pois invoquei a Santa Serendipity, santa dos viajantes curiosos, para iluminar a decisão sobre o local de escolha do almoço. Sugeri aquele que tinha me despertado encanto, pelo site, mas em seguida lembrei da importância de entregar ao acaso os acontecimentos viajeiros. E o incrível foi que, depois de horas caminhando, depois de passar por três ou quatro bistrozinhos simpáticos, acabamos escolhendo o primeiro restaurante em que tínhamos pensado.  E sabe por  quê? Pelas graças da Santa Serendipity, estávamos passando na frente dele quando surgiu a pergunta "e agora???".

Foi sensacional ter parado ali! O lugar? "Lo de Tere". Dá para sentir que há um quê de especial, desde a entrada: a placa de madeira anunciando "Lo de Tere- una forma de ser restaurante" deixa a gente louca pra saber que histórias o local tem pra contar. 

Uma forma de SER restaurante. Está aí o segredo: essência. Contarei dele nos posts seguintes.

Claro, seguir a intuição nos trajetos e escolhas pode dar errado, às vezes. Mas mesmo quando a coisa não vai tão bem, escuto o desejo dos passos,  caminho adiante. O que descubro, numa boa parte das ocasiões,  é o benefício de ter errado e, por isso, acabar em outro restaurante ou passeio muito especial. Isso já me aconteceu muitíssimas vezes. 

Para nossa Santa Serendipity, o erro é o caminho para uma descoberta valiosa, se o viajante se propõe a aceitar as surpresas do lugar que o recebe. Palavra-chave? Entrega.

Você costuma dar espaço ao inusitado em suas viagens?

Com carinho,
Betina

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