sábado, 23 de agosto de 2014

Sobre o filme 'Chef', de Jon Favreau!!!

Aproveitando o post de ontem, sobre as novidades do período, lembrei de contar do filme Chef, que assisti na semana passada. E, sem sombra de dúvidas, o filme comunica muitos aspectos interessantes.

Como escrevi em minha página no Facebook, 
" é entusiasmante, prende a atenção do início ao fim. E cabe referir a forma sensível e reflexiva com que o filme aborda a relação do personagem com seu filho de 10 anos, além dos temas tão presentes em nossos tempos, como a 'vida multimídia' favorecida pela redes sociais. O filme é vibrante, profundamente atual, com um apelo 'na medida' ao aspecto sensorial, e vale boas risadas! E, claro, traz a Gastronomia como foco de ação, o que também é de grande relevância nos nossos dias. Uma história divertida, dinâmica e afetiva, traz boas reflexões. Recomendo fortemente!!!!".

Pelo trailer, já se percebe  o ritmo do filme: dinâmico, sensorial, afetivo. E profundamente atual! Hoje pensando, o ponto mais forte da obra, o que mais me tocou, foi a relação do personagem, Carl Casper, com seu filho de 10 anos. Percy é um menino com grandes habilidades no uso das mídias sociais, sim, mas com uma capacidade de afeto e resiliência que nos toca a alma. E a melhora no convívio entre eles, a meu ver, é resultado da capacidade do filho:  pouco a pouco, vai ajudando o pai em seu percurso de descoberta: de si mesmo- como homem, como pai e como chef- e do menino, enquanto trilham um percurso em comum, que é a chave da história. Outro ponto alto é a entrega e a permissão para a criatividade, expressa pela função de Casper como chef, ao longo do filme. Fica a pergunta: como estamos com nossa vida, quando não damos espaço ao nosso potencial criativo, nosso espaço 'em branco'? Quem somos quando presos na moldura rígida do previsível, do 'deve-ser-assim-porque-sempre-foi-assim", como ilustram algumas cenas? Deixamos de perceber que a rigidez em uma área acaba intoxicando as demais, nos tornando endurecidos para outros campos de nossa vida? 

E, refletindo sobre todo o conjunto, senti o evoluir do personagem principal, Casper, neste sentido. A sua flexibilização foi tomando uma proporção maior ao longo do filme, coincidente com a melhora na convivência com o filho e na expressão afetiva com este, além de outros pontos. Vale observar o papel da criança nesta modificação: na minha leitura, o menino é o grande agente de mudança nas dificuldades do pai. Criatividade e afeto crescem juntos em Casper, em sinergia, e isto é lindo de ver. 

Há outras vertentes importantes, como o papel do crítico gastronômico na trajetória profissional do Chef, o papel do proprietário do restaurante na restrição de seu potencial criativo, a figura da ex-esposa de Casper e sua participação na relação deste com o filho, a lealdade do amigo e da namorada de Casper em seu caminho, e tantas outras nuances. Vale a pena assistir, saborear, refletir sobre esta obra, com tanto a nos presentear. Porque, além de todos estes fatores, é divertida, dinâmica, aberta, contemporânea, surpreeendente!

Jon Favreau é autor, diretor e ator principal, no papel de Carl Casper. O elenco inclui também Dustin Hoffman, Robert Downey Jr., Scalett Johansson, Sofia Vergara, entre outros.

Bom proveito, espero que gostem!

Com carinho,
Betina

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