sábado, 14 de dezembro de 2013

Aperitivo: visitando [Cozinha Mediterrânea], de Elizabeth David

Boa noite, Leitor!

'Antipasti' clássicos, em um restaurante romano

Ando na busca por histórias e novas receitas de aperitivos, entradinhas e especialidades...abrindo livros e revistas, passo a conhecer saborices incríveis nas páginas  de escritoras clássicas da culinária, como a inglesa Elizabeth David, a chilena Isabel Allende, a americana Irma Rombauer, a argentina Doña Petrona, e por aí vai...em cada livro, o capítulo de entradas abre os trabalhos, inaugurando o leitor na atmosfera da obra: em Afrodite, da Isabel Allende, o convite  é íntimo, tátil, e a autora traz o leitor com sensualidade e delicadeza para esta etapa da refeição.

 Tradicionalmente, o termo para os quitutes iniciais é 'Hors-D´oevre', que significa, simplificando a ideia ao máximo, 'fora da obra'; considera-se, neste sentido, que o prato principal é a 'obra', e a entrada, que vem antes, está fora dele. Em italiano, o termo 'Antipasti' refere-se também aos alimentos que são servidos antes de uma refeição composta pelo 'Primo Piato', pelo 'Secondo Piato' e pelos chamados 'contorni', que acompanham o conjunto. O termo 'Pasto' refere-se à refeição em si, que os aperitivos antecipam. Então, os quitutes inaugurais são considerados como elementos fora da refeição propriamente dita.
Entretanto, dependendo de nosso planejamento para uma reunião festiva, as entradas podem ser a oferta em si, e teremos que caprichar na variedade e na consistência para que contemplem o apetite dos convidados. Apetite pelo alimento e, mais ainda, pelo prazer de 'beliscar' comidinhas leves.
Lembrando: a primavera e o verão são estações excelentes pra propostas assim!
Mas digamos que estejamos mesmo preparando entradas para um jantar, ou mesmo para a Ceia Natalina, que vem chegando...O que você faria para surpreender?

Pois descobri hoje, num dos livros da Elizabeth David, [Cozinha Mediterrânea], uma receita que parece deliciosa, no capítulo de 'Vegetais': Cebolas Agridoce ('Onions Agrodolce'). Bom, o quitute não está incluído no setor das entradas, mas pode-e muito bem- ingressar nesta aventura, acompanhando torradinhas, queijos, outros vegetais...Para mim, este acepipe fez lembrar um chutney, pela qualidade agridoce e pela consistência que-imagino-tenha quando pronto. Veio à memória, também, a geléia de cebola  ('di Tropea'), que vi em receitas italianas, muito usada com queijos e fiambres.

Onions Agrodolce

O 'Como-se-faz'?

Coloque umas 25 cebolas pequenas, já descascadas, em uma frigideira com 3 colheres (das de sopa) de azeite de oliva. Assim que as cebolas começarem a 'amarronzar', derrame 1 cálice, dos de licor, de Vinho do Porto, 1 de vinagre, 2 colheres (sopa) de açúcar mascavo, uma mancheia de passas de uva, sal e pimenta Cayenna. Cozinhe em fogo brando, até que as cebolas estejam macias e o molho  adquira uma consistência espessa, de xarope.

Elizabeth David teve uma missão muito importante na culinária: a de traduzir culturas, sabores e idiomas para a cozinha inglesa. Tendo viajado por muitos países, em muitos dos quais morou, a autora conheceu e pesquisou a fundo suas tradições alimentares. A beleza do trabalho está não só em sua peregrinação, mas também no fato de que, através de sua escrita, levou este conhecimento aos ingleses, que muito pouco sabiam sobre o que comiam outros europeus. Tenho encantos por seu trabalho, de fato, e pretendo contar mais sobre a autora, a medida que progrida meu estudo sobre sua obra.

Por hoje, fico por aqui.
Um ótimo final de semana!

Com carinho,
Betina



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Participe! Vou adorar compartilhar emoções culinárias com você! Com carinho, Betina