terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dona Tereza, a merendeira!

Depois da lembrança dos bolos da Anilda e da Marli, fiquei pensando em outras pessoas que, nas minhas vivências, traduziram o amor pelo ato culinário. E veio, num flash, a imagem da Dona Tereza, a merendeira do jardim de infância!!! Claro, lembro pouco, muito pouco dela: tenho alguma memória de sua fisionomia. E de sua voz, quem sabe. Lembro que  vestia um avental branco, apertado pelo laço na cintura... era simpática, alegre, de um riso único...nas formas, parecia uma árvore frondosa, tinha aquela mesma força de raiz que vi na Dona Lola. E fazia sanduíches de presunto e queijo, com uma camada reluzente de manteiga! Não sei como me lembro desse tanto, mas quando hoje 'saltou' sua imagem dos registros, fui anotando o que eu era capaz de recordar sobre ela. Seu amor pela cozinha transbordava: tinha uma alegria natural no rosto, cada vez que nos entregava seus sanduíches, um por um. Não só a alegria: tinha um zelo especial, segurava seu 'rebento' com as duas mãos, deitando-o nas mãozinhas pequenas de cada criança. O amor era tangível, sólido como as fatias de pão; o amor ao fazer, o amor ao entregar seu feito, o amor ao ver-nos abocanhando a merenda. Chego a sentir o cheiro pleno da cena, em seus ingredientes. Sem a Dona Tereza, seria apenas um pão com presunto, queijo e manteiga. Por causa dela, merendávamos em festa, esfarelando todo o chão...!

Com carinho,
Betina


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