quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Quem sabe...?

Eu vi que a Dona Lola espremeu a boca querendo dizer, mas guardou pra si. Daria alguma dica sobre o doce de abóbora, ou era pra murmurar suas crendices? Fofoca não era, que a doceira reservava pra si as observações que tecia devagarinho...Não contava a ninguém, mas sabia com quem prosear e com quem não trocar palavra. 

E foi assim que Dona Lola foi se apresentando, abóbora daqui, figos dali. No sorriso morno, se via: tinha um segredo nos olhos. 

A receita dos figos cristalizados de Natal? Trouxe há uns dois meses, tim-tim por tim-tim...E então eu vi: não era dos figos que tinha a dizer, nas suas entrelinhas. Falavam, nas redondezas, de suas simpatias e crendices, mas eu não ouvira dela nada a respeito. Bom, eu tinha uma impressão: era mágica que ela carregava nas sacolas de frutas. O não-sei-quê? Uma força telúrica. Uma força de raiz, isto sim.

Ainda é cedo para descobrir...quem sabe o caminho seja: "a cada doce, uma pista" ?

Agora é esperar sua próxima visita...

Em breve!

Com carinho,
Betina


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