quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O prazer como nutriente

Como escrevi no post de ontem, para mim o prazer aos sentidos é também um 'nutriente' em nossas refeições. Se comemos o almoço sem entusiasmo, sem interesse, continuamos com fome, tarde adentro...não nos sentimos saciados, plenos, porque falta um 'quê', falta um 'despertar'. 

Então, estarmos presentes no ato de comer é, sim, fundamental; no entanto, não basta: o comer deve ser prazeroso, propiciando algum grau de deleite...Engana-se quem pensa que isto não combina com saúde: num prato saudável, podemos descobrir sabores, gostos, cores texturas, cheiros e sons incríveis. E esta é a surpresa que a culinária pode propiciar...é como se abríssemos o mapa de uma cidade desconhecida, nos oferecendo o gozo da descoberta de suas ruas, de suas praças. Basta estarmos dispostos a trilhar novos percursos.

 Esta noção de saúde e prazer na refeição está cada vez mais em voga, a partir do Movimento Slow Food, ou da prática do Chef britânico Jamie Oliver, que clama pelo preparo de uma comida que seja adequada do ponto de vista nutricional e, também, que seja plena, alegre, prazerosa. Além destes exemplos, cito o foco cada vez mais forte na sustentabilidade, na valorização dos produtores locais, no uso de ingredientes orgânicos, no plantio de hortas em pequenos espaços urbanos, nas produções familiares...

Todos estes aspectos são parte da consciência alimentar e ambiental, com progressiva atenção de muitos de nós para esta força.

Neste contexto, há algo que valorizo muito, e que tem sido tema de produtiva discussão global: propiciar as refeições feitas em casa, na mesa da copa...

Na rotina da semana, você almoça em casa-sozinho ou em família? Que diferenças percebe nesta prática? Você valoriza o prazer nas refeições cotidianas, ou come para cumprir a burocracia diária?

Com carinho,
Betina

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