terça-feira, 30 de julho de 2013

Reflexão de Santayana: a dimensão das forças, as frutas da paixão, o lugar no mundo...

Bom dia!
Seguindo o caminho iniciado pela postagem anterior, de meu artigo no site suíço  "The Rambling Epicure"...
 Pois nos últimos dias tenho me perguntado quais seriam as minhas respostas ao desafio proposto pela autora M.F.K.Fisher na abertura de seu livro "The Gastronomical Me":
[Para ser feliz, você deve ter conhecido a dimensão de suas forças, experimentado as frutas de sua paixão e aprendido qual é seu lugar no mundo]
Santayana
(tradução livre- Betina MC)
Bom, estes três pilares reunidos na frase de Santayana são de atormentar. Para ser feliz devo ter experimentado as frutas de minha paixão

Ao lado da busca pela dimensão de minhas forças e por saber meu lugar no mundo, está a minha paixão pelo alimento, a consciência do sabor e da satisfação que desperta em meu mundo de prazer. Devo saber que sabor, que textura, que cor, que som, que cheiro, que gosto me fazem feliz, devo experimentar tantos figos, ou damascos, ou estes ou aqueles alimentos, até descobrir quais os de minha paixão.

Devo experimentar as sensações que o alimento provoca, como meus sentidos reagem às suas propriedades, que memórias renascem em cada despertar dos sentidos, que prazeres me tomam, e assim por diante... devo experimentar a vida do alimento, para descobrir a vida em mim e a vida em cada sabor descoberto pelo meu olfato, meu tato, minha visão, minha audição, meu paladar, minhas emoções, minhas lembranças...

Aprender a saborear nos enriquece de felicidade, nos enriquece de nossa consciência sobre nós mesmos, sobre o que gostamos, sobre o que faz vibrar nosso organismo. Vibrar não apenas em resposta à fome pela nutrição, mas também em resposta à fome pelo amor, pela proteção, pela segurança, como escreve M.F.K. Fisher, no prefácio do livro "The Gastronomical Me". 

Ter experimentado as frutas de minha paixão significa, em minha leitura, ter experimentado o que meprazer, regozijo

Quando aprendemos, com o alimento, a despertar a vida dentro de nós, também conhecemos mais de nós mesmos. A beleza está em explorarmos nossa força interna ao saborearmos as frutas de nossa paixão,  tanto quanto ao conhecermos a dimensão de nossas forças e ao aprendermos nosso lugar no mundo

O autor desta frase é, sim,  pungente na expressão de nossas buscas pela felicidade. Há vários dias, me pergunto respostas possíveis. Entretanto, a autora, Mary Frances Kennedy Fisher, acerta a mira em nossa perplexidade subterrânea, ao escolher esta sentença para abrir seu livro de  registros autobiográficos e de reflexões intimistas e familiares.

Sem dúvida, uma leitura transformadora, em mim.

E vocês: quais as frutas de sua paixão?

Com carinho,
Betina



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