segunda-feira, 17 de junho de 2013

Começando um novo tempo!

Pouco mais, pouco menos, há um ano atrás conheci o site suíço The Rambling Epicure, idealizado e editado pela escritora Jonell Galloway, e passei a visitar os escritos. Jonell é 'food writer', sim, mas seu trabalho é vasto: do 'como-se-faz' às Artes ligadas à Gastronomia, e então ao bem-viver, aos horizontes, e tantas outras vertentes. 'A Arte do comer/beber/viajar/viver consciente' é o subtítulo do site, acompanhando o título, que comunica ( em minha leitura) a ideia do epicurista que divaga, que reflete. O site é simplesmente belíssimo em imagens e conteúdo, uma fatia prazerosa da rotina! 

Há alguns dias, escrevi à autora, em resposta à abertura de possibilidade de participar do quadro de escritores, proposta a candidatos de todo o mundo. Perguntei qual categoria estava aberta, que documentos deveria enviar, o que era exigido como pré-requisito. Não insisti, contudo: parecia uma perspectiva muito distante. Tinha feito minha parte, pedindo informações preliminares, mas ficaria por ali...

Na última quinta-feira, Jonell escreveu-me, convidando para participar do "The Rambling Epicure", referindo que havia visitado meu blog e que apreciava as leituras! Foi em seguida que definimos o que eu escreveria, e então recebi a senha e...Tim-tim! Uma alegre, alegríssima celebração! 

E eu pergunto: em que instante, dentro de nós, acontece este movimento que nos atira frente ao novo, ao desconhecido, e nos dá força para enfrentar o salto no escuro? Quando escrevi, pedindo informações, foi por este movimento insólito que me sacudiu, me "disse": Vai! Pois bem. "E agora?", refleti, logo depois de escrever. Confesso, já fiz isto tantas e tantas vezes, na maior parte delas com boas respostas.

 Este impulso de dar partida à mudança não me é tão estranho; entretanto, a cada novo desafio sinto como se nunca tivesse atravessado uma situação semelhante. E recuo, entre a surpresa e a pulsão pelo caminhar. Recuo, assustada pelo passo em avanço, mesmo antes da resposta. Não recuo da definição, mas do impulso de seguir. Guardo em mim a memória  do primeiro ímpeto, o vigor da iniciativa. Depois, silencio o recuo, e espero, em branco. Foi neste aguardo que recebi o convite da autora para que eu escrevesse no seu site. 

Este 'tempo de maturação' é um grande prêmio: quando temos a iniciativa, estamos no 'agora'; quando esperamos, estamos no 'agora', vivendo o que se apresenta, sem conjeturas ou devaneios. A pergunta "de onde vem a força para dar o passo?" é de difícil resposta. Acredito que a força venha de nossa parte que, quando criança, aprendeu a brincar. Espontânea e vivaz, esta parte nos move na direção de nossos objetivos mais profundos, sabendo que o momento para a ação é único: o presente. 

Há muito a refletir, ainda. Hoje, o post é de agradecimento à autora Jonell Galloway, por seu convite, que muito me honrou. Hoje, o post é de partilha com os amigos-leitores-comensais, por este salto no escuro. 

Com carinho, 
Betina 

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