domingo, 9 de junho de 2013

A maquinaria dos sentidos: criando boas lembranças!


Agora que já conversamos sobre o amor, a fome e outros quetais, está na hora de pensarmos na questão prática do Dia dos Namorados, próxima quarta-feira. Entre os que comemoraremos, há sempre quem prefira sair para jantar fora; outros, por sua vez, escolhem preparar a 'ceia' no conforto de casa, inventando moda na cozinha ou seguindo alguma receita especial. Há os casais que partilham o café da manhã, ou o almoço, ou um chocolate quente n´algum momento do dia.

Bom, se a celebração reflete a identidade do par, qualquer das alternativas é válida, o espírito é, de fato, comemorar a união com sabor e prazer! E, como é de praxe nas celebrações, as comidinhas sempre estão presentes, na forma de quitutes, de doçuras, de pratos elaborados, de pequenas delícias que beliscamos aqui e ali...é como se 'carimbassem' o encontro com suas propriedades; como se dessem, ao nosso momento de encanto com o amor, uma memória especial.  O que os alimentos nos fazem vivenciar, através dos sentidos, abre em nós uma janela: ficamos mais receptivos às emoções, sentimentos, percepções, por vários motivos. A meu ver, principalmente porque o que saboreamos nos conecta diretamente com nosso agora, com quem somos no exato instante, e nos percebemos plenos, disponíveis às vivências e personagens da nossa cena. Já disse neste blog, muitas das minhas lembranças têm receitas próprias...

Há muito para conversar sobre o papel dos sabores na memória, e da memória nos sabores. Por enquanto, proponho um desafio: que sabor você deseja partilhar com seu amor neste Dia dos Namorados? Considerando que os alimentos 'carimbem' nossos registros, que tal escolhermos aqueles que nos estimulam sensações prazerosas, felizes, e, claro, 'picantes'? Sensações que, tempos depois, irão reverberar no bem-viver de ambos, como 'fotografias' tiradas com os cinco sentidos, restando como imagens sensoriais perenes em nossos 'arquivos'. Cada vez que escolhermos de novo aquele quitute, aquele doce, nosso corpo nos lembrará da cena de celebração em que experimentamos aquela delícia, partilhando o amor.

Somos nós, ali, criando vivências com nossa própria 'maquinaria', montando nosso próprio álbum de memórias vividas e sentidas!

Com carinho,
Betina

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