domingo, 19 de maio de 2013

Entre imaginação e véspera de memória...

Pois o programa "Tempero de Família" me reportou a cozinhas significativas na minha vida. Fiquei evocando cenários, cheiros e afetos dos espaços onde aprendi a cozinhar, onde cozinhei... Visitei, também, cenas para onde meus labirintos me levam, numa pincelada tão suave que mal vejo o real, preenchendo o 'recuerdo' com  a fantasia. Existem cenas que habitam, em mim, um território  feito de brumas, uma tênue passarela entre dois vilarejos, 'Imaginação' e 'Véspera de memória'. Ali, moram roteiros de viagens, acepipes idílicos, leituras, histórias contadas, sabores desejados, impressões que pairam entre o devaneio e a vivência.

Então, pensar nas cozinhas antigas em que estive me transporta para um universo rico de cores, formas, cheiros, gentes. Significa pensar também nas receitas que são nosso  patrimônio. Assistir ao programa 'Tempero de Família' fez com que  eu buscasse, nos meus trajetos, registros de lugares onde a culinária nasceu para mim, registros de onde parte o 'como-se-faz', no percurso familiar e nos meus caminhos pessoais. Histórias que se transmitem, contadas entre gerações, e que chegam a nós tanto quanto a carga genética: herdamos histórias vividas. Muitas vezes, felizmente, esta herança se expressa quando abrimos o caderno de receitas de família. Somos nós, ali, com toda nossa bagagem ancestral. E construímos novas histórias de forno-e-fogão, reais ou imaginadas, que vamos passando às gerações seguintes...

Na temporada em Orleans, da série 'Tempero de Família', muitas vezes o ator Rodrigo Hilbert nos leva com ele a uma viagem para dentro do caderno da família, da SUA família. Pegamos nosso passaporte e vamos junto, enquanto começamos a percorrer nossas próprias lembranças e fantasias de cozinha. 
Nossas bagagens. 

Gracias pela visita!

Com carinho,
Betina


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