quarta-feira, 29 de maio de 2013

Dicas pro lanche da tarde no feriado!


Esta é a foto feita  pela Évelyn Bisconsin, designer da Porto DG que alaborou o projeto gráfico e a capa do "Pequeno Alfarrábio de Acepipes e Doçuras", meu caderno de crônicas culinárias. Pois ela, passeando pela Livraria Cultura de Porto Alegre, encontrou os livros ali, faceiros, exibindo-se na estante!

Então, aqui vai! Dica do 'Alfarrábio' para vocês saborearem o lanche da tarde, no feriado de amanhã: "O Pão da Luminara" (Pg. 50) com minha "Chimia de Tomates" (Pg 107), o pão-de-minuto de três queijos (Pg. 86), a Nega Maluca (Pg. 148), os pãezinhos com goiabada, da Vó Alda (Pg. 65)...

E, claro, um saboroso café, chá ou chocolate quente...e uma boa prosa na mesa da copa!

(Que tal, hein? Fazendo propaganda, descaradamente!)

Gracias pela visita, e boa leitura!!!

Com carinho,
Betina





segunda-feira, 27 de maio de 2013

"Serendipity in Cucina": 14 meses de vida!

Boa tarde!!! Hoje, 27 de maio, nosso "Serendipity in Cucina" completa 14 meses de vida! Meu sentimento é de felicidade e de gratidão a vocês, leitores, por serem parte deste percurso iniciado em 27 de março do ano passado, em Buenos Aires.

 Chegando aos 13 mil acessos, oriundos de tantos países e de tantos idiomas, o blog torna-se porção de afeto e de partilha na minha vida. Sinto que, a cada novo texto, a cada novo sabor, recebo os velhos e os novos amigos na minha mesa da copa, numa boa prosa de forno-e-fogão! A mesa, para mim, é esta página através da qual conversamos!

Muito obrigada por serem parte desta vivência!

Com carinho,
Betina

sexta-feira, 24 de maio de 2013

...mas o que é 'Chutney'???

Bom, enquanto preparo o post sobre o Chutney de Pimentões vermelhos, maçã e gengibre, venho contar uma curiosidade...

Descubro: Chutney é uma palavra de origem anglo-saxônica, também usada por brasileiros, portugueses e moçambicanos. Chetnim (indo-português), chatni ou catni (transliterações Hindi e arcaica, respectivamente) designam o mesmo significado culinário. 

Pois bem, aprendo que o termo refere-se a um condimento de gosto agridoce, sensação picante (forte ou suave), ou ainda uma união de ambos. Ingredientes comuns aos Chutneys ou Chetnins são a pimenta, as frutas e os vegetais, sendo a mistura dos dois últimos uma apresentação possível. Elementos como açúcar mascavo, sal, alho, cebola, mel, vinagre, gengibre e canela são, em geral, usados no tempero da preparação, e especiarias como coentro, cominho, assa-fétida e feno-grego são também comumente escolhidas. Li que na Índia, país de origem do preparo, a receita é confeccionada com ingredientes locais e disponíveis, sendo 'eleitos' aqueles que se adequam a conferir ao paladar sensações fortes. Já nos países de clima temperado, os Chutneys são preparados e vendidos sob forma de conserva, feitos com 'personagens' locais, como a maçã, a pera e o tomate, além dos compostos como óleo vegetal, vinagre ou sumo de limão, que desenvolvem papel na elaboração da conserva.

Bom, li no Wikipedia, e tantas são as possibilidades de ampliar a descoberta. Este é apenas o ponto de partida!

Para começo de conversa, enquanto aguarda a nova receita, que tal você criar um Chutney no final de semana? 

Algumas questões, para estimular o processo criativo...
Que ingredientes você incluirá? Que misturas serão as 'escolhidas'? E o Chutney acompanhará qual prato, uma carne? Vegetais crocantes? Que sensações desejará produzir nos comensais?

Invente e anote!!

Com carinho,
Betina



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nos caminhos do Chutney...

Olá!!

Feito o Chutney de pimentão vermelho, maçã e gengibre! Em breve, as notícias, aqui no Blog!!! 

Bem, no momento de registrar o post, acabei percebendo a necessidade de pesquisar a história do Chutney: o que é, suas origens, seus principais componentes...Foi uma viagem interessantíssima a vários territórios, sabores, idiomas! Estou preparando o texto, para contar aos leitores.

Onde tudo começou? Há muito tempo pensava em uma receita que equivalesse à minha chimia de tomates, mas contivesse pimentões vermelhos, ao invés do tomate, combinados a outros ingredientes. Em homenagem à mãe, que prefere pimentões às receitas com tomates, eu quis criar esta novidade nos campos de forno-e-fogão. E, como tantas vezes ocorre na cozinha, a perspectiva de adaptar uma receita foi um gatilho para criar. Como resistir?

Venho, assim, elaborando esta ideia desde o ano passado, aqui e acolá investigando possibilidades. E, como uma história leva à outra, aconteceu algo curioso: comecei a ler os ensaios da ensaísta inglesa Elizabeth David, que tem, em várias de suas obras, um capítulo de 'geléias, chutneys e conservas'. E tive o 'click' de aproveitar as leituras para fazer o experimento com os pimentões vermelhos, que há tanto me rondam 'querendo' uma receita exclusiva. 

E onde a maçã e o gengibre entraram na roda? Pois é, lembrei de um queridíssimo amigo que, tempos atrás, executando a preparação da sopa de maçã com gengibre, do livro 'Aventais', de Joyce Pascovich, demonstrou a fantástica mistura que estes compõem. E pensei que o pimentão, em suas formas crua e assada, poderia combinar bem com a dupla maçã-gengibre. Numa geléia? bom, quem sabe num Chutney, aproveitando as leituras? Ao conjunto, adicionei açúcar mascavo, vinagre balsâmico, uma pitada de sal. Nesta semana, posto a receita com as medidas, o 'como-se-faz', a música para harmonizar o cenário. 

Há tanto o que contar...Sobre a receita, sobre o 'feito' em si, sobre os resultados.

Nos próximos dias...

Por enquanto, agradeço a visita!

Com carinho,
Betina

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mirabolâncias...

Queridos leitores!

Hoje é dia de inventice na cozinha! Bolando nova receitinha de chutney, para acompanhar torradinhas ou vegetais crocantes, nas noites frias que se aproximam...
Pimentão vermelho, maçã e gengibre!

Em breve, as origens da inventice, a elaboração e os resultados! 

E vocês, o que vão criar esta semana?

Aguardem!

Com carinho,
Betina

domingo, 19 de maio de 2013

Um deleite escondido...

Acomodada em um Café de bairro, pelas quatro da tarde de um dia de maio, abro meu 'Pequeno Alfarrábio de Acepipes e Doçuras' nas folhas pautadas. 
Começo a prosa, enquanto espero...

Era preciso esperar a chegada do entardecer. Faltava pouco, o inexorável suspiro do aguardo tomava conta. Coisa de uma hora ou duas, mas a ansiedade crescia, minuteira. Aquele encontro era uma decisão, movimento interno percorrido por mim, em silêncio. Queria, e ponto. Adiava o definitivo, rondada por minhas dúvidas, sabendo que, ao final, a resposta era evidente. Não poderia, não poderia evitar. Ou melhor: poderia, mas não desejava evitar. Inebriada no avanço da tarde, já sentia seu cheiro, seu calor. Únicos. No toque da pele, um rugoso firme, contraste com o aconchego da essência. Dentro era macio, confiável, disso eu sabia. Não haveria novidade, e sim o prazer do reencontro. Era o mesmo, sempre que nos sentíamos juntos, face-a-face. Às vezes, por um desejo improviso, nos víamos num repente; noutras, combinávamos horário, local, marcávamos na agenda. Chuva ou sol, não importava, eu respondia sempre 'sim' ao ímpeto das vontades. Ainda que negasse para mim mesma, acabava admitindo: fazia sacrifícios na semana para tornar aquele momento possível. Despistava compromissos, virava o dia do avesso para estar ali. Era um deleite clandestino, furtivo. Ninguém conhecia o segredo, além de minhas páginas do diário. Quebrava a disciplina, rompia acordos precisos. Tudo por um prazer momentâneo, um encontro sem qualquer futuro. Disso eu sabia, mas a volúpia era tirana, um querer que me tornava impetuosa até que saciasse o desejo. Antes do horário marcado, lá estava eu, na espera. Bastava um olhar firme, na direção certa, e ele estaria ali, à mesa. Acontecia sempre do mesmo modo, e era como a primeira vez,   o primeiro sabor, o primeiro fascínio.
 Ele sempre viçoso, quente, perfumado. 

Pronto!
Estava ali meu Croissant, recém-saído do forno, para acompanhar o expresso. 
Seria um entardecer e tanto...

:)

Gracias pela visita!

Com carinho,
Betina


Entre imaginação e véspera de memória...

Pois o programa "Tempero de Família" me reportou a cozinhas significativas na minha vida. Fiquei evocando cenários, cheiros e afetos dos espaços onde aprendi a cozinhar, onde cozinhei... Visitei, também, cenas para onde meus labirintos me levam, numa pincelada tão suave que mal vejo o real, preenchendo o 'recuerdo' com  a fantasia. Existem cenas que habitam, em mim, um território  feito de brumas, uma tênue passarela entre dois vilarejos, 'Imaginação' e 'Véspera de memória'. Ali, moram roteiros de viagens, acepipes idílicos, leituras, histórias contadas, sabores desejados, impressões que pairam entre o devaneio e a vivência.

Então, pensar nas cozinhas antigas em que estive me transporta para um universo rico de cores, formas, cheiros, gentes. Significa pensar também nas receitas que são nosso  patrimônio. Assistir ao programa 'Tempero de Família' fez com que  eu buscasse, nos meus trajetos, registros de lugares onde a culinária nasceu para mim, registros de onde parte o 'como-se-faz', no percurso familiar e nos meus caminhos pessoais. Histórias que se transmitem, contadas entre gerações, e que chegam a nós tanto quanto a carga genética: herdamos histórias vividas. Muitas vezes, felizmente, esta herança se expressa quando abrimos o caderno de receitas de família. Somos nós, ali, com toda nossa bagagem ancestral. E construímos novas histórias de forno-e-fogão, reais ou imaginadas, que vamos passando às gerações seguintes...

Na temporada em Orleans, da série 'Tempero de Família', muitas vezes o ator Rodrigo Hilbert nos leva com ele a uma viagem para dentro do caderno da família, da SUA família. Pegamos nosso passaporte e vamos junto, enquanto começamos a percorrer nossas próprias lembranças e fantasias de cozinha. 
Nossas bagagens. 

Gracias pela visita!

Com carinho,
Betina


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sobre o programa "Tempero de Família"!!

Assisti a todos os episódios da série de programas culinários Tempero de Família, do GNT, apresentados pelo ator Rodrigo Hilbert, na sua  cidade natal, Orleans, em Santa Catarina. E digo, de coração, que foi uma temporada muito especial! 

O Rodrigo apresentava suas façanhas na cozinha da família,  e com a família, incluindo a avó, a mãe, irmão, primos, tios e tias, amigos, vizinhos, e assim por diante. Esta proximidade deu ao programa um colorido prazeroso, um calor familiar, a sensação de que aquela poderia ser a nossa cozinha, também. Receitas do caderno da avó, panelas e formas conhecidas, ingredientes de fácil acesso, receitas muito vivas da tal 'comfort food', com o conforto de tudo transcorrer num cenário rico de memórias, de afeto, de cheiro de comida boa! Tudo com um desempenho muito espontâneo, como quando o ator se atira ao chão para pegar a galinha, ou quando faz a própria faca, no início do primeiro episódio, ou mesmo enquanto faz os pratos, interage com os familiares, e por aí vai...

Há o tom do improviso, o tom do casual, presente e necessário quando vamos para a cozinha de casa, e esta vivência real do ator em sua cozinha de família nos torna partícipes da cena. De algum modo, nos sentimos ali, naquela atmosfera de forno-e-fogão, a ponto de sentirmos os cheiros, de percebermos a textura de uma massa de pão. Ele torna a cena real, exatamente por se permitir errar, exatamente pelo clima descontraído que imprime às cenas, às conversas, aos afazeres. Foi muito rico poder acompanhar todos os episódios, seguir os passos da série na cidade natal do ator. 

Fechando com chave de ouro, hoje ele fez um 'cafezão da tarde', com mesa na rua e tudo, para a avó, a mãe, as tias, pediu que o ajudassem a botar a mesa, mostrou-as enquanto se arrumavam para o 'evento'. Tudo com muita vida, muito afeto entre a família, numa naturalidade tão tangível quanto as delícias que fazia. Finalizar a temporada com o café da tarde foi genial, pois é algo que toca a anima da cozinha de família: café, suco, bolos, pães, cucas...Foi muito legal vê-lo emocionado por ser este o último episódio em Orleans, pois, nestes quase dois meses, cozinhou no cenário de sua infância e adolescência, e sabemos como estas memórias são fortes, pulsantes. Fiquei imaginando como seria voltar às primeiras cozinhas que fizeram parte de meu aprendizado...

Agora, o programa segue no Rio de Janeiro, a partir da semana que vem. E seguirei acompanhando as epopéias culinárias do Rodrigo Hilbert, em 'Tempero de Família'. Há muito o que falar, divagar sobre as lembranças, ideias e sabores que o programa suscita, mas, de fato, indico que os leitores do blog acompanhem, se puderem. Muito do que penso e sinto sobre cozinha vi representados ali, com todo o afeto e as presenças de gente fazendo parte da cena culinária. De um modo estranho, nos tornamos parte das histórias, e as histórias parte de nós, enquanto seguimos as aventuras do ator em sua jornada às origens. Dá um gostinho, uma vontade de atravessar a tela e fazer parte do almoço, do café da tarde, da sobremesa, do improviso, do bate-papo. São episódios que, sem dúvida, promovem na gente um sentimento bom de felicidade, de algo que nos é muito conhecido, muito ancestral: o afeto na cozinha da família.

Muito bom de acompanhar!!!

Com carinho,
Betina

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ganhando uma geleia de presente, com receita e tudo!!!

Pois hoje recebi um presente muito afetuoso de uma leitora e amiga querida: um vidro da geleia de carambola e alecrim, feita por ela. O doce foi entregue junto com a receita, com dedicatória e tudo!!! Adivinhem se adorei?

Bom, logo pedi autorização para compartilhar a receita aqui no "Serendipity in Cucina"! Foi a primeira vez, que me lembre, que recebi um presente assim: o quitute e o 'como-se-faz' da autora, com data, assinatura e com o agradecimento carinhoso de quem elaborou o doce. Foi bárbaro!

Lá vai:

Geleia de Carambola e Alecrim

- 1kg de carambolas
- 50ml de água
- 175g de açúcar
- 1 canela em pau
- Alecrim a gosto

Tirar as sementes e picar as carambolas. Batê-la, aos poucos, no liquidificador. Adicionar a água se necessário, pois esta fruta já tem muita água. Colocar a carambola batida (sem coar) e o açúcar em uma panela grande. Acrescentar a canela e o alecrim. Deixar 25 minutos em fogo alto/médio, sempre mexendo para não grudar. Depois, deixar mais 25 minutos em fogo baixo, sempre mexendo. Quando pronta, colocar em potes de vidro.

Três pontos, além do 'como-se-faz', que traduzem a presença da cozinheira na escrita da receita:

1..."Cuidado: o cheirinho da combinação carambola/alecrim vai deixar tua cozinha inebriante."

2..."Sugestão: Comer com queijo branco, como ricota. Fica uma delícia."

3...A dedicatória: "Betina, muito obrigada por me ajudar a ousar. Nunca colocaria alecrim na carambola e, veja só, casou tão bem! Beijos, Gabi

4...A data!

Pois a geléia é de um amarelo perolado suave, um cheiro de pátio recém desperto, um sabor doce e viçoso, na dose certa. E é verdade, a combinação da carambola com o alecrim, num pano de fundo aquecido pela canela, faz a festa! Ah, e é importantíssimo acrescentar: o pote do doce foi decorado pela própria doceira!

Como é saboroso receber um presente feito por quem presenteia!!! E mais...interessante observar como uma memória alinhava-se à outra: ainda ontem, contava sobre a Vó Alda, lembrando de suas receitas assinadas e datadas, com 'Fim' no término da explicação, imprimindo sua marca ao registro. Para mim, a riqueza do 'fui eu que fiz' está nestes detalhes, a dedicatória, a data, a sugestão de como saborear o quitute. E, se ontem lembrava das anotações da Vó, escritas à mão para uma pessoa querida, hoje recebo- também escrita à mão por uma amiga- uma receita, em folha de caderno de receita, para completar meu presente!!! E tem mais: as carambolas vêm de um pátio de muito significado, e isto faz toda a diferença na história desta receitinha! Devo mencionar as referências da autora sobre o aroma que inebria a cozinha, e o retorno que recebi, pelo estímulo à ousadia nas combinações culinárias!!!

Foi uma vivência muito feliz receber este presente. De algum modo, por incentivar o gosto às misturas que nascem da ideia, senti-me parte do contar de uma história, a história de um como-se-faz, a história de uma invenção...

Quis muito compartilhar com os leitores, aqui no blog, a alegria deste presente:
um doce feito à mão e uma receita escrita à mão!!

Bom proveito!!!

Com carinho,
Betina



terça-feira, 14 de maio de 2013

Lembrando da Ambrosia da Vó Alda!

Neste dia em que a Vó Alda faria aniversário(103 anos!), homenageio sua memória,  pelo texto que escrevi sobre ela, aqui no Blog, em 2012! 

Lembrando da Vó, conto de sua Ambrosia, 'estrela' das festas de família! Hoje, também em sua homenagem, escrevi uma receita como ela costumava escrever, com data, assinatura e "FIM", no término da explicação. Este detalhe é uma relíquia que conheci no ano passado, através de suas anotações de cozinha, presenteadas a mim pela prima Carmem Lescano. 

A Ambrosia, pelas notas em um antigo caderno de receitas da minha mãe:

"Ambrosia da Dona Alda:

Ingredientes:
1 dúzia de ovos
1kg de açúcar
1/2 L de leite
1/2 L de suco de laranja.

Modo de preparo:
Fazer a calda em ponto de pasta. Misturar, em separado, o leite, os ovos e a laranja. Despejar esta mistura na calda. Só virar quando estiver dourado no lado de baixo."

Bom, da autoria da Vó Alda também me lembro das panquecas de guisadinho com passa de uva, do Doce de Leite, dos pãezinhos em formatos especiais, recheados com goiabada...Delícias que o tempo guarda, dentro da gente.

Um abraço,
Betina

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O 'Dia Mundial do Vagar': você conhece o 'Passovelox'?

Boa tarde!

Aproveitando que hoje é o 'Dia Mundial do Vagar', ou, na versão original do nome, "Giornata Mondiale della Lentezza", convido o leitor a uma reflexão: o que pode ser modificado na sua rotina, rumo à desaceleração do corre-corre?

Esta é a proposta desta campanha de conscientização. Considerando que muitas vezes tornamos o TIC-TAC dos relógios um permanente tictactictactictac, perdemos o parâmetro de quais pontos podem ser alvo de mudança em nosso cotidiano. Almoçar em casa? Mais pausas no dia, para um cafezinho, água ou chá? Intervalos para respiração, alongamento? Passos mais calmos, sem correrias? Um café da manhã com tempo para uma refeição saudável? Sair com tempo de vantagem, sem brigar com o trânsito para chegar na hora?

E o que mais?

Bom, escrevo aqui no 'Serendipity in Cucina' para pensar em voz alta sobre este propósito, que conheci há alguns anos, da "Giornata Mondiale della Lentezza". Foi quando soube da existência do 'Passovelox', um 'pardal de passos', por assim dizer, realizado em Milão, na Itália, para conscientizar a população sobre a importância de desacelerar o ritmo frenético do dia-a-dia. Como funcionou? Conto ainda esta semana, toda ela dedicada a tarefas coletivas de ação pela 'desaceleração', envolvendo mais de 400.000 pessoas em diversos locais do mundo.

Quer fazer parte? Escreva no seu Blog ou página do Facebook, comentando este post e compartilhando a ideia! Há vários modos de participar! Lembre-se: vale uma pequena semente desta conscientização para o 'click', no seu ambiente de trabalho ou ensino, na vizinhança, no seu bairro ou no círculo de amizades!

Conversar  sobre o tema  é necessário: germina a reflexão, que é o ponto de partida. Sim, vale a pena separar tempo para 'uns dois dedos de prosa', nesta novidade, que já alcança várias cidades da Itália e de outros países. Incluídos na 'campanha' estão também Nova Iorque, Paris, Lion e Barcelona.

Enquanto pensa no seu 'passovelox', levante-se, alongue-se, respire e volte para a tarde. A proposta não é deixar de fazer nada, não é transformar o TIC-TAC em TIC ou TAC. A proposta é, isto sim, fazer com que as atividades existam em harmonia, sem atropelos, com pausas fisiológicas, para o bem-viver.


Com carinho,
Betina

domingo, 12 de maio de 2013

Homenagem de Dia das Mães!!!

E hoje venho homenagear minha mãe, no Dia das Mães, contando mais uma de suas inventices de cozinha!!!

Há um ano, bem exato, escrevi do nosso "Bolo Inventado", que ficou pra história como o impulso para a criação, para a liberdade de arriscar na cozinha, para a nova vida que damos à receita quando inventamos suas misturas. Pois bem, foi um aprendizado riquíssimo, como tantos outros. Foi a mãe também quem me presenteou com o livro 'A Fada que tinha ideias', da Fernanda Lopes de Almeida. E este foi o gatilho do meu gosto pela ideia nascente, através dos feitos da Fadinha Clara Luz. Contei aqui no blog... lembra?

E tantas foram as outras invenções que inspiraram pro 'clique'  da criatividade, do caminho livre à ideia, esta que é, em síntese, a força motriz da mudança. Aprendi, com ela, este olhar para o horizonte, vendo o possível espalhado ali; aprendi este sentir que é válido arriscar, mesmo sem garantias de sucesso, mas com a única garantia interna necessária: a confiança no projeto. Mais ainda, aprendi este confiar aliado à permissão, no âmago da gente, de que caminhar rumo à ideia já seria válido, fosse o resultado melhor ou pior.  Afinal de contas, o 'Bolo Inventado' poderia sair delicioso ou não, mas estávamos ali, meu irmão e eu, misturando ingredientes, criando, arriscando nova receita. E este era o impulso, o aprendizado, a riqueza da experiência...

E muito tempo, idades, criações nasceram, desde o 'Bolo Inventado'. O ímpeto de criar na cozinha nos acompanha desde lá, com tantas histórias contadas (e pra contar)...Tenho DNA de inventadeira, não resta dúvida.

Bom, sigo a prosa, atualizando o calendário.

...Eis que, no ano passado, a mãe inventou uma moda fenomenal em suas sopas de inverno.
Uma base aveludada, untuosa, de brilho perolado, até. O 'como-se-faz'?  A mãe cozinha no vapor os tubérculos (às vezes, só a batata-doce; noutras, batata-cará e inhame). Em separado, ferve em fogo baixo o gengibre (2cm) e o alho-poró (uns 8-10cm), por em torno de 10 minutos. Une os tubérculos a esta mistura, colocando o sal no conjunto, já no liquidificador, até formar uma pasta espessa, homogênea. Aquece o creme, que receberá os legumes ao final. Escolhe quais os legumes da sopa, não mais do que três tipos (cenoura, vagem, aipo ou funcho, por exemplo); pode-se salteá-los ou colocá-los direto no creme aquecido, quase crus, para conservar ao máximo as propriedades dos elementos e sua crocância. Deve-se então provar para acertar o sal, no fim do processo.
O azeite de oliva é colocado direto no prato, a gosto.

Resultado? A vitalidade dos contrastes entre a maciez do creme e a mordida crocante dos legumes, a força saudável dos ingredientes, a temperatura acolhedora da receita num dia frio de inverno, as variações possíveis na apresentação, acrescentando, por vezes, cogumelos Shitake ou outro composto diverso, a mansidão do sabor de base (dada pelos tubérculos), contrastando com a força da mistura de gengibre e alho-poró...

Contando do processo criativo que usa nas sopas, diz que foi pura 'Serendipity', que então repetiu deste ou daquele jeito, mudando ou substituindo ingredientes, aprimorando etapas...dessas inventices de cozinha, que nem sabemos bem como nascem...Num estalo, num 'plim' de ideia! Sabemos, isto sim, que precisam  da criatividade, da descoberta, do arriscar, para nascerem. 
Ingredientes em que a mãe é uma expert e tanto!

No próximo dia frio, arrisque! Estas sopas são um prato bárbaro para as refeições invernais!

Feliz Dia das Mães para a minha mãe e para todas as mães-leitoras aqui do blog!

Com carinho,
Betina


sexta-feira, 10 de maio de 2013

O almoço na agenda do dia!

Boa noite!!

Estou numa semana corrida, e quase sem conseguir escrever...Este é o 'efeito colateral'  da rotina agitada: às vezes, é preciso deixar o hobby para as esquinas do dia. Andei pra cima e pra baixo com o livro da Elizabeth David que comecei a ler no final de semana passado, e do qual contei aqui. E adivinhem? Pouquíssimo pude abrí-lo! Entretanto, carregá-lo comigo foi ótimo como sinalizador, um 'aviso' a não perder de vista, na linha do 'não esqueça do seu Hobby...'. Ok, Às vezes não tem como achar espaço na agenda, damos piruetas para finalizar os afazeres do dia e ainda ficamos com a cuca no que fica pendente para a semana que vem. Faz parte!

Agora, confesso. Há uma coisa que sigo 'religiosamente': mantenho livre e calmo o horário das refeições, para fazê-las com saúde e harmonia, sentada à mesa, à hora do almoço,  em casa ou em um restaurante. Em geral, com tempo que inclua o cafezinho com chocolate, a boa conversa e o respiro entre um turno e outro. Também sou de fazer o café da manhã com tempo, sem correrias, saboreando suas etapas. A refeição noturna, por mais leve e frugal que seja, também é feita à mesa, sem atropelos. E é incrível como estes hábitos fazem diferença no bem-viver. Claro, isto não foi sempre possível e, aliás, por muito tempo soava a devaneio, pois cada etapa tem seus desafios. Entretanto, quando pude começar a organizar melhor o cotidiano, este foi um dos pontos mais visitados e revisitados: fazer as refeições à mesa, com tempo disponível para uma pausa saudável. 

E hoje, com o friozinho de outono em Porto Alegre, almocei em casa, uma sopa excelente, com base de batata cará e inhame, o sabor do alho poró com gengibre no pano de fundo...Envolvidos no caldo aveludado, estavam o cogumelo Shitake em fatias, cenoura, vagem e outros legumes picadinhos. A cor? Quem sabe um âmbar, um aspecto viçoso. 
Harmonizado com conversas e boas risadas, o almoço foi ótimo!
O 'como-se-faz'? Conto em breve!!

Um caldo pra lá de restaurador. E esta é uma função importantíssima das sopas, num dia frio...

E segui a tarde, com a disposição renovada!

Garanto: vale a pena reorganizar a agenda para  dar a devida importância à mesa de refeições, presenteando nosso organismo com  mais tempo, calma e atenção.

Com carinho,
Betina



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Receitinha saborosa de ovos mexidos...

A leveza do texto  de Elizabeth David, "An Omelette and a Glass of Wine" [Um omelete e uma taça de vinho], que dá o título a seu livro, trouxe à tona a lembrança de um sabor recente...Qual? minha receita de ovos mexidos, criada na primavera do ano passado, quando estabeleci um projeto de reeducação alimentar. 

Meu 'como-se-faz'?

Na frigideira, uso pouco azeite de oliva. Componho o dito-cujo com dois ovos, uma mancheia de tomatinhos-cereja cortados pela metade, um punhado de sementes de funcho, uma pitada de sal e e raspas de um limão. 

O cheiro é transbordante pela cozinha, uma refrescância macia, capaz de acolher as inquietudes já na liga entre os elementos. Mais do que isso, há cumplicidade: confidencio minhas interrogações para a receita, enquanto mexo os ingredientes. Em troca, recebo um silêncio bom de sentir. Não há exageros de parcimônia ou de entusiasmo neste preparo. Não há pimentas ou sabores turbulentos, daqueles que querem ser a alegria da festa, sempre que chegam. Há, isto sim, uma melodia calma, e até adocicada pela mistura entre o tomatinho e o funcho. O cítrico do limão, na presença de sua casca, dá viço ao conjunto, sem ficar marcado em excesso. 

Quando pronto, despejo num prato (dos de sopa) e  rasgo algumas folhas de rúcula, misturando tudo. Um pouquinho mais de azeite de oliva, um novo giro da colher, e está na hora de saborear!

Bom proveito!

Com carinho,
Betina

sábado, 4 de maio de 2013

Lendo "Um omelete e uma taça de vinho", de Elizabeth David!!!

...E começo uma nova aventura pelas letras de cozinha: os livros da ensaísta inglesa Elizabeth David, que 'traduziu' o idioma culinário da França, da Itália e de outros países europeus para a Inglaterra. Sua obra traz receitas, descrições de pratos, de costumes, de lugares, e por aí vai...tudo em uma escrita colorida com o perfume das regiões que visita.

Colorida com o perfume das regiões que visita...Como assim???

 É isso mesmo: suas leituras despertam a vivacidade dos sentidos que só acordamos na atmosfera de forno-e-fogão, ou de uma mesa de almoço no pátio, ou de uma cesta de piqueniques numa grama distante...Pois a autora nos leva aos recantos mais inusitados através de sua narrativa, conduzindo nossos passeios por lugarejos de sabores verdes, roxos, vermelhos, lilases...

Bom, vou contando das páginas dos meus trajetos...Começo por 'An Omelette and a Glass of Wine', [Um omelete e uma taça de vinho], um de seus clássicos!

Ao lado das postagens sobre os livros, neste maio também apresentarei tópicos sobre a autora na coluna de autores especiais, aqui no Blog. Desde já, adianto: conhecer a obra desta escritora culinária, de tamanha relevância no campo  internacional dos escritos de cozinha, é tarefa quase obrigatória para quem aprecia estas leituras. Melhor ainda: mais do que obrigatória, é um dever pra lá de prazeroso!!!

Com carinho,
Betina


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Neste Primeiro de Maio...


Neste Primeiro de Maio de 2013, Dia do Trabalho, faço, aqui no "Serendipity in Cucina", minha homenagem às caçarolas, às vasilhas, à colher-de-pau, ao rolo de massa...elementos que colaboraram muuuito para que as postagens acontecessem, aqui no blog... Fizeram e aconteceram, deram o melhor de si para cada produção! 

Que maio seja um belo (e saboroso) mês!

Com carinho,
Betina