domingo, 21 de abril de 2013

"Açúcar, que adoce"...

Nas prosas seguintes, vou contar mais sobre a Felicidade, aqui e acolá...No entanto, hoje senti saudades  de compartilhar o 'como-se-faz' de algumas delícias, fui visitar receitas antigas, livros de cozinha, ingredientes na despensa. Achei graça de algumas medidas, como '1/2 copo (requeijão) de chocolate em pó' ou '1 pires de farinha de trigo'...Aliás, confesso: abrir um caderno culinário antigo, ou alfarrábios de forno-e-fogão, me traz muita felicidade! Passeio pelas folhas, conheço labirintos de 'faz-assim-faz-assado', mudo caminhos no 'mapa' do fazer, acrescentando minha marca ali. Coloco amor na panela!

A coisa interessante é que, nestes livros, vemos, tantas vezes, pouquíssimas indicações sobre a elaboração dos pratos, sendo a parte dos ingredientes bem mais precisa, em geral...com algumas ressalvas...Hoje, por exemplo, encontrei uma 'pérola': "Açúcar, que adoce"!

Poderia estar escrito: "nem muito, nem pouco: o suficiente". Agora, verdade seja dita: é bem graciosa a definição desta receita!

 Vi outras receitas geniais, como uma de amanteigados em que, nem na parte dos ingredientes, nem no modo de fazer, está a manteiga...Sim, erros acontecem, e estranhezas também! É muito divertido sentar-se à mesa de jantar, munida destes livros, e encontrar tesouros escondidos no texto culinário. Conhecemos nossas raízes, pesquisamos os porquês, projetamos estratégias para o que falta nas explicações de apenas um a dois itens, às vezes. Acima de tudo, vejo como uma deliciosa descoberta de nossas origens conhecer o modo como nossos antigos escreviam de cozinha...

Gracias pela visita!
Com carinho,
Betina

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Participe! Vou adorar compartilhar emoções culinárias com você! Com carinho, Betina