segunda-feira, 29 de abril de 2013

Devaneio de cozinha...

Há uma receita escondida na página em branco do caderno de cozinha. Está lá, esperando sua vez de ser decifrada, entre ingredientes e modo-de-fazer, temperatura do forno, porções...Quer nascer em suas mãos, cheias de farinha. Farinha branca, feito a página branca. 

Você, parteira de um bolo de frutas.
Parteira.
Vida em gestação, na página em branco do caderno. Já existe, escondida, mas ainda não nasceu.
Você faz nascer a vida desde a vasilha, quando une os compostos.
 E recebe a vida  nas mãos, direto do forno. 
Já pensou nisto?

Abra o caderno, admire a página vazia. Lá está o próximo parto.
Coloque o avental, apronte-se.
E entre em ação...

Obrigada pela visita!

Com carinho,
Betina

domingo, 28 de abril de 2013

Outra versão do 'Figurino Gourmet'



E esta é uma outra apresentação da receita da "Nega Maluca" em figurino Gourmet...Seguindo a mesma receita do post anterior, mas sem as passas de uva, fiz num formato pequenino. O glacê, como sempre, abundante e impetuoso. Servi o conjunto em uma tábua de madeira, jogando a cobertura por cima do bolo, que ele a vestisse feito manta de inverno.

À parte, parti os figos em quartos, e fiz um salteado. Acrescentei vinagre balsâmico, um cálice (dos de licor) de vinho licoroso, pimenta preta e açúcar, formando uma calda elegante. O açúcar estava em quantidade que desse doçura ao composto, mas  não em demasia. Alguns dos pedaços 
desmancharam-se nesta calda, outros permaneceram mais firmes, e o aroma era de pátio dos fundos da casa, em tarde de chuva. 

Servi o doce em potinhos, ao lado do bolo, para que pudesse acompanhar cada fatia. 

Experimentos de cozinha...Além do prazer da criação, a felicidade de um novo sabor. 
Sempre vale a pena!

Com carinho,
Betina





A receita da "Nega Maluca" em figurino Gourmet...

Bom diaaaa!

Aqui vai a receita da "Nega Maluca" em figurino Gourmet...!!!

Ingredientes e modo de fazer, na ordem de chegada ao bolo:

1) Misturar bem:
-2 xícaras de farinha de trigo, peneiradas.
-3/4 xícaras de açúcar
-1 xícara de Chocolate em Pó ('Do Padre') ou cacau

2) Acrescentar:
-3/4 xícara de Mel (com 2 colheres das de café de Cardamomo)- preparado com 2 a 3 horas de antecipação.

3) Misturar, novamente, e adicionar, com leveza:
-1/2 xícara de azeite de oliva

4) Colocar na massa, trabalhando com cuidado, um a um
-3 ovos

Até aqui, a massa fica homogênea, densa, escura e perfumada com o toque do azeite de oliva.

imagem da massa na etapa 5

5) Aos pouquinhos, adicione:
-1 xícara de leite, não muito cheia.
Sempre teste a resistência da massa na colher que mistura. Não poderá ser uma massa muito densa, tampouco muito fina.


imagem da massa na etapa 6
6) Chega a hora do Afã...Adicione, misturando lentamente cada um dos compostos:
-Uma xícara de Passas de Uva 'curtidas' no vinho San Isidro, por 2 a 3 horas.
(colocar as passas e o vinho em que estiveram embebidas)
-1 barra de chocolate amargo picado.

7) Feche os olhos. Inspire. Perceba o perfume da massa. 
Devaneie, por uns instantes, ao som do aroma.

8) Teste novamente a massa com a colher, sinta a resistência, perceba o conjunto. 
Deverá estar uma massa forte, escura, intensa. No entanto, não deve oferecer  grande resistência. Quando levantar a colher e deixar cair a massa, perceba que esta se apresenta volumosa, mas cai com maciez e ritmo da colher para a vasilha. Se estiver muito mole, escorrendo, coloque um pouquinho mais de farinha. Se estiver ainda muito firme, que caia em blocos da colher, acrescente, com leveza, o leite, até atingir a consistência desejada.

9) E, então, chega o final...
-1 pacote de fermento químico, peneirado.

10) Pré-aqueça o forno por 10 minutos a 180ºC, e coloque ali o bolo, em forma untada e enfarinhada. 
O tempo de forno, em média, é de uma hora, também a 180ºC.  Sempre coloco uma forma de água quente na estante inferior do forno (estante abaixo à do bolo), evitando que este queime embaixo.
Para saber se está pronta a receita, sempre vale fazer o teste do palito! Se este sair sequinho, em várias partes da forma, tudo pronto.

11) Prepare o glacê nos últimos 10 minutos do bolo no forno, para que, quando este estiver recém-saído, receba a cobertura. 
Corte o bolo em xadrez, recém-saído do forno, para que o glacê penetre na massa. Isto faz com que o bolo fique úmido por dentro...este deverá, então, voltar ao forno apagado, para que a cobertura fique sequinha por fora.
Sempre faço 3 receitas de glacê para cada receita de bolo, então, aqui vai a receita tripla:

-9 colheres (das de sopa) de leite
-idem para o açúcar
-idem para o chocolate em pó ('Do Padre')
-2 colheres (das de sopa) de manteiga.

Misturar bem no fogo baixo, até que comece a ferver e engrosse levemente. Não poderá ficar muito espesso, para que entre nas ranhuras do bolo, nem muito fina/escorrida. Aqui, mais uma vez, o ponto é dado pela resistência à colher de pau, que deve ser harmônica.

Lembre de devolver o bolo ao forno apagado, para a 'casquinha' ficar seca por fora, contrastando com a massa úmida, no interior do bolo. 

E bom proveito!!!

Um belo domingo!
Com carinho,
Betina

um pedacinho do bolo...




"Nega Maluca" em figurino Gourmet...

Outra receita que para mim remete à sensação de conforto é a da 'Nega Maluca'...Quem já leu minhas postagens aqui no blog, ou conheceu os textos do 'Pequeno Alfarrábio de Acepipes e Doçuras', sabe o quanto este bolo é presente nos meus trajetos culinários. Porque, para mim, fazer uma 'Nega Maluca' é um ato de amor, de aconchego. Sinto sua vida, quando está pronto, como um delicioso cobertor de inverno, com todos os adjetivos que puder imaginar do que se espere de um destes cobertores...

 Conheço cada uma de suas etapas só por observar suas cores, nuances e texturas, só por sentir diminuindo sua resistência à colher que mexe, à medida que acrescento os ovos, o leite...

Bom, a familiaridade com a receita me permite algumas ousadias, invencionices...Não modifico a estrutura de sua essência, mantenho os componentes principais, mas, confesso, faço substituições, vez que outra. Também não mudo a ordem de ingresso das personagens à cena, deixo tudo igualzinho. Mas...

Ok...O que andei aprontando?

De um curso de Culinária para eventos, que fiz este mês, 'Miniaturas para Catering', do Chef goiano Willian Mateus, muitas ideias surgiram, muito aprendizado foi adquirido. Por exemplo? O impacto surpreendente da mistura de azeite de oliva com o chocolate, em várias apresentações- entre elas, os bolos. Parece mentira, não? Pois é verdade!

Domingo passado, decidi experimentar. Fiz uma 'Nega Maluca' substituindo o óleo por azeite de oliva, na mesma quantidade. E percebi: dá uma sombra de sabor à massa, um mistério...está ali, mas não está revelado. Arrisquei um pouco mais: em uma tijelinha, misturei mel com 2 colheres (das de café) de cardamomo em pó, e deixei a mistura 'curtindo' por em torno de duas horas. Fiz o mesmo com as passas embebidas no vinho San Isidro (uma xícara de passas, aproximadamente, cobertas com o vinho.). Usei, além disto, uma barra de chocolate amargo, picada, dentro da massa, e nozes em pedacinhos. 

Quem provou, aprovou! O resultado foi desafiante, pela tentativa de desvendar os ingredientes que compunham aquela maluquice. A mordida tornava-se uma provocação para a descoberta, surgindo, no meio do caminho, consistências diversas, sabores imponentes, perfumes exóticos.

Foi de propósito que agreguei vários elementos à receita, ao invés de mudar um, apenas. Sei que foi um risco desmedido, uma volúpia, mas desejava realizar uma experiência culinária que buscasse tocar a anima de quem saboreasse o bolo. E constatei: o ato curioso do desvendar a identidade das personagens combinava-se, em todos, com um olhar inusitado. Talvez pela força instigante que apenas sobrevoa o sabor, deixando sua sombra entremeada aos demais sabores, talvez pela surpresa de um novo bolo. Uma receita que começa a contar uma história e, na hora H, conta outro enredo, bem longe do imaginado.

A 'Nega Maluca' não perdeu seus referenciais, não. Modernizou-se, vestiu figurino 'Gourmet', mantendo intactos os pontos que a tornam única, como o glacê do final. Triplo, imergindo nas entranhas do bolo.
E, o mais importante de tudo, mantendo sua essência de 'cobertor'.

Amanhã, a dita-cuja, em detalhes...

Gracias pela visita!

Com carinho,
Betina


sábado, 27 de abril de 2013

Comida-Conforto!

Pois "Tá na meeeeeesa!!!", assim, com ponto de exclamação e tudo, era a grande frase do dia na nossa pequenice, principalmente nos finais de semana. Significava que a mesa estava servida, esperando a família sentar para a refeição. Traz lembranças do que hoje chamamos "Comfort Food", como panquecas, ou guisadinho com ovo e couve com farofa, macarronada com molho de carne de panela...aipim frito...arroz com feijão, bife e batatas fritas...mocotó, num dia beeeem frio...ou risoto, na época feito com arroz e frango desfiado...galinha na cerveja...arroz de forno...Bife à Milanesa com Arroz à Grega...de sobremesa, pudim de leite, 'torta de bolacha', ambrosia ou quindão...

E o que mais? Lembra-se das comidinhas da sua casa, na hora do almoço, quando o sino tocava "Tá na meeeeeeesa!!!"? 

Esta frase, para mim, diz respeito à intimidade de uma família, à força da refeição à mesa,  ao partilhar um momento prazeroso e vital para o dia, aos cardápios de sabor único da nossa história. Vem, vigorosa, a lembrança da reunião familiar em torno dos pratos e talheres, dos sons da louça... vem o cheirinho bom espalhado pela casa.

No chamado, havia mais do que aviso: havia uma provocação aos sentidos...

Devaneando...

Obrigada pela visita!

Com carinho,
Betina



sexta-feira, 26 de abril de 2013

"Tá na meeeeeesa!!!"

Bom, o movimento 'Slow Food', desenvolvido na Itália por Carlo Petrini, aponta para a necessidade de desacelerarmos nosso ritmo de vita frenético, de adotarmos novos comportamentos em relação à alimentação (paradoxalmente, novos que são os antigos modelos, como o almoço rotineiro em casa, com a família, na mesa da sala de jantar), entre outros pontos de enorme relevância para o bem-viver. 

Há uma grande riqueza nesta filosofia, associada ao modo como encaramos  a comida,  e ao modo como podemos vivenciar o prazer e a saúde na relação com os ingredientes e com aqueles que produzem, preparam, oferecem o que consumimos. E mais: me encanta o valor da partilha, da interação entre nós e aqueles para quem, e com quem cozinhamos. E para aqueles que saboreiam conosco de um belo almoço, e assim por diante...Tenho tanto para contar, que esta é apenas uma noção rápida...Visite o site do  Slow Food Brasil e conheça mais sobre este belíssimo trabalho! O site internacional do 'Slow Food' está no post anterior.

Agora, o que me traz hoje ao Blog, de fato, é a vontade de compartilhar uma frase que ouvi pela rua, dia desses. Caminhava num passo demorado, observando o entorno, feliz da vida, quase 'vagando' numa tarde de sol de Porto Alegre, logo depois do almoço. Confesso, o prato que pedi não estava lá essas coisas, o serviço do restaurante deixara muito a desejar, mas as conversas, as risadas a mansidão foram sabores muito vivos, ali. Experimentar assim uma refeição, à mesa e com gente querida, é um tesouro que não se pode negar...Faz bem sempre! Nesta onda, saímos andando pelo bairro, com tempo para caminhar devagar, ver vitrines, bater papo. Sim, era um vagar, não estávamos exatamente indo para algum ponto, e sim passeando. Passear é isto, eu acho: a valorização do 'passo', o 'dando passos'. 
Naquele dia, pensei que o vagar é o devaneio das pernas...

Sem pressa.

Devagar.

Em Inglês, 'Slow'. 

E voltamos ao 'Slow Food', ou nem saímos dele, na prosa de hoje...Ainda que o nome aluda ao contrário do que está na essência do 'Fast Food', vejo que o alcance supera em muito um simples antagonismo semântico. O antagonismo é no sentimento, na disposição para fazer uma mudança de ritmo nas nossas vidas, na coragem para algumas mudanças necessárias. E muito mais.

Voltando ao tema. Caminhávamos, enquanto um grupo de amigos passava por nós. Um deles, que pareceu estar contando de uma cena em família, de repente disse, bem alto:
"Tá na meeeeesa!!!". 
Há quanto tempo eu não ouvia esta frase?

E outra, da mesma espécie, me veio à mente: "Ô de caaaaaasa!"

Em breve, conto minhas reflexões...Agora, pergunto: o que estas frases dizem pra você? 
O que fazem você sentir?

Gracias pela visita!!!
Com carinho,
Betina




quinta-feira, 25 de abril de 2013

Conhece o Slow Food?


Vale a pena conhecer os projetos educacionais do Slow Food, dirigidos à educação para os sentidos, em crianças e adultos. Uma proposta inspiradora!

Aguarde novidades, aqui pelo Serendipity in Cucina...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Agradecendo...

Boa noite!

Hoje, em homenagem ao "Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral", usei meu intervalo de 'merenda', de manhã,  para pensar: 'a qual autor sou grata hoje, por sua obra ter impactado meus trajetos?" Veio logo à mente a Fernanda Lopes de Almeida, por seu "A Fada que tinha ideias", o primeiro que li em minha vida...
...E prossegui no devaneio, trilhando outros livros de minha história pessoal, suas épocas e marcas...Lembrei daqueles lidos pela profissão, outros por isto ou por aquilo...

E até que, depois de tantos malabarismos ao passado, comecei a listar as leituras culinárias que me fazem tão feliz, no presente. E descobri, na autora americana da primeira metade do Século XX, M.F.K.Fisher, minha principal referência de escrita. Já contei sobre ela aqui no blog, algumas vezes. A propósito, a edição comemorativa de 50 Anos do seu "The Art of Eating" [A Arte de Comer] é simplesmente genial!

E, um agradecimento que não pode faltar, dentre tantos que também não poderiam: meu 'muito- obrigada', feliz da  vida, à autora Dianne Jacob que, com seu livro 'Will Write for Food' [Vamos escrever de cozinha] foi exímia nos ensinamentos sobre a prática da escrita de forno-e-fogão, transmitindo conhecimentos, referências importantíssimas, impressões, sugestões, coragem, revolução...

Bom, amanhã seguimos a prosa...Por enquanto, deixo a pergunta:

A qual autor você agradece hoje, por sua obra? Se mais de um, quais autores?

Gracias pela visita!

Com carinho,
Betina

terça-feira, 23 de abril de 2013

Dia Mundial do Livro!!!


Leitores, Escritores, Canetas, Teclados, Editores, Personagens, Páginas, Orelhas, Prefácios!

No Dia Mundial do Livro, um chamamento em homenagem a todos os que participamos...

...de um paginar constante...de um percurso desenhado pelos Livros que já lemos e os que queremos ler...de uma ideia sobrevoante de um dia escrever (e da noite de lançamento...)
...de uma paixão única que nos escapa ao controle das mãos- rola a caneta pela folha, sem pausa, sem respiração...de tardes entre estantes de livrarias, perdendo a hora do relógio, imersos num tempo imaginário...de um desejo incessante de mergulhar em histórias, estórias, narrativas, esboços, memórias...do simples prazer de segurar um Livro, sentir sua capa, mexer nas folhas, espiar o autor...de etapas de vida marcadas por esse ou aquele...do inédito momento de conhecermos novos personagens e perscrutar seu horizonte...e do melancólico instante de nos despedirmos deles, de seu cenário, ambientação e figurinos...de trechos impecáveis, que carimbam memórias...de autores definitivos, que por tantas noites adormeceram conosco em nossa voracidade por sua leitura...
...E assim por diante...

Uma homenagem ao Livro, em seu Dia Mundial!

Betina Mariante Cardoso

domingo, 21 de abril de 2013

....e por falar em açúcar...



Muitos de nós, que apreciamos um bom cafezinho nos intervalos do dia, já vimos estes delicados 'envelopes' do Açúcar União! E digo 'envelopes' de propósito, pois trazem mensagens de felicidade que parecem cartas de um amigo.

Você já reparou neles? Confesso: adoro cada vez que encontro estas surpresas na minha pausa, fico lendo os votos e me deliciando com seu significado. Simples, mas sempre benfazejo. Um jeito de 'adoçar' nossa perspectiva, num instante de introspecção ou de partilha, como o chá e o café nos bares, bistrôs e restaurantes. Esta lembrança singela de bem-viver chega naquela hora em que estamos distraídos de nós mesmos, dando uma chacoalhada, um estalo, um cutuco.

Um exemplo? "Um simples sorriso muda tudo"! Outros, como 'Faça as crianças gargalharem", "Elogie mais", "Curta seus amigos" e "Abrace de verdade" também são belos flashes para a rotina, para nossas relações e horizontes. 

Quando topar com um destes, desafie-se! Leia a frase, adoce seu momento, freie a correria cotidiana e permita-se pensar no 'bilhete' de seu envelopinho de açúcar. E parecem aqueles 'biscoitos da sorte' chineses, com mensagens que nos despertam contato para as boas expectativas, quando abrimos o papeleto dentro do biscoito.

São detalhes suaves como estes que tornam nossa jornada mais leve!

Bom início de semana!

Com carinho,
Betina

"Açúcar, que adoce"...

Nas prosas seguintes, vou contar mais sobre a Felicidade, aqui e acolá...No entanto, hoje senti saudades  de compartilhar o 'como-se-faz' de algumas delícias, fui visitar receitas antigas, livros de cozinha, ingredientes na despensa. Achei graça de algumas medidas, como '1/2 copo (requeijão) de chocolate em pó' ou '1 pires de farinha de trigo'...Aliás, confesso: abrir um caderno culinário antigo, ou alfarrábios de forno-e-fogão, me traz muita felicidade! Passeio pelas folhas, conheço labirintos de 'faz-assim-faz-assado', mudo caminhos no 'mapa' do fazer, acrescentando minha marca ali. Coloco amor na panela!

A coisa interessante é que, nestes livros, vemos, tantas vezes, pouquíssimas indicações sobre a elaboração dos pratos, sendo a parte dos ingredientes bem mais precisa, em geral...com algumas ressalvas...Hoje, por exemplo, encontrei uma 'pérola': "Açúcar, que adoce"!

Poderia estar escrito: "nem muito, nem pouco: o suficiente". Agora, verdade seja dita: é bem graciosa a definição desta receita!

 Vi outras receitas geniais, como uma de amanteigados em que, nem na parte dos ingredientes, nem no modo de fazer, está a manteiga...Sim, erros acontecem, e estranhezas também! É muito divertido sentar-se à mesa de jantar, munida destes livros, e encontrar tesouros escondidos no texto culinário. Conhecemos nossas raízes, pesquisamos os porquês, projetamos estratégias para o que falta nas explicações de apenas um a dois itens, às vezes. Acima de tudo, vejo como uma deliciosa descoberta de nossas origens conhecer o modo como nossos antigos escreviam de cozinha...

Gracias pela visita!
Com carinho,
Betina

sábado, 20 de abril de 2013

Mais um pouquinho de Brillat-Savarin...

...Prometi continuar hoje, com ideias sobre 'A Influência da Gastronomia na Felicidade Conjugal'. Então, aqui estou!

Brillat-Savarin segue o capítulo apontando as benesses da vida gastronômica para o casal. Refere que a alimentação, sendo uma necessidade partilhada, leva o casal à mesa; no entanto, o modo como ambos desfrutam da refeição é um ponto importantíssimo para a felicidade da vida. Neste desfrutar, leia-se aproveitar tanto os pratos em si quanto o momento de que fazem parte, ou seja, saborear-se a experiência plena.

Então, o autor conta a história de dois casais em sua relação, comunicando que a cena gastronômica traduz muito do amor conjugal. Um nobre herdeiro e sua esposa encontram-se à mesa de jantar à noite, sentam em extremidades opostas e trocam raras palavras, com alguma implicância elegante, alimentando-se sem prazer. Não há partilha, mas um silêncio dos quereres. O irmão do nobre, deserdado por ter decidido por um casamento que contrariava o desejo dos pais, vive humildemente com a esposa, numa união de partilha, prazer e cumplicidade.

"O homem é recebido com o calor terno e com os mais doces cuidados, na chegada em sua modesta sala de jantar. Acomoda-se à mesa frugal, mas isto significa que os pratos servidos a ele não serão excelentes? Foi a própria Pamela quem os preparou! Eles comem com alegria, enquanto conversam sobre seus projetos, sobre os acontecimentos do seu dia, sobre o amor e afeição que sentem. Meia garrafa de Vinho Madeira ajuda-os a prolongar a refeição e a companhia. Logo, a mesma cama os recebe e, após o êxtase do amor partilhado, um doce sono fará com que esqueçam o presente e sonhem com um futuro ainda melhor".

Assim, neste livro publicado em 1825, o autor  comunica o valor da refeição como símbolo de afeto e prazer entre o casal. Observe a temática, a linguagem, a envolvente descrição do cenário: não seria improvável este parágrafo em nossos dias, não fosse pela condição de nobreza apresentada no trecho. E por quê? A meu ver, porque o prazer culinário é Humano, repetindo-se em diversos lugares e tempos da História. E esta é uma de suas principais riquezas: está dentro de nós, é parte de nossas vivências, memórias, de nossa relação conjugal, e tantas outras 'fatias' de nossa essência. É parte de nossa felicidade!

Obrigada pela visita!
Abraços,
Betina



sexta-feira, 19 de abril de 2013

"A influência da Gastronomia na felicidade conjugal", um capítulo delicioso de Brillat-Savarin!!!

...e sobre o Amor, pensando em felicidade, haveria milhares de considerações  a citar...neuroquímicas, comportamentais, cinematográficas e assim por diante. E tanto já falamos de relações amorosas aqui no blog, num post, noutro, num comentário aqui ou acolá. Pois bem, nada de novo.

Exceto pelo capítulo de um livro que amo, publicado em 1825: "A Fisiologia do Gosto", do multifacetado Gourmand do Século XIX Jean Anthelme Brillat-Savarin, algo como 'Influência da Gastronomia na Felicidade Conjugal'...Bom, o autor refere um ponto valioso, algo como: 'quando o prazer gastronômico é partilhado, sua influência sobre a felicidade é ainda maior, principalmente sobre a felicidade dos casais.' Portanto, fala em felicidade, e, sobretudo, fala em felicidade conjugal. E, mais ainda, fala sobre o papel da gastronomia como alimento deste bem-viver, na qualidade de um hobby partilhado na relação.

E prossegue referindo que, no cotidiano do casamento, o casal que desfruta dos prazeres da mesa tem, pelo menos uma vez ao dia, uma oportunidade prazerosa de estar junto. Ambos terão uma fonte de conversas sempre renovável, e podem falar não apenas sobre o que estão comendo, mas também do que comeram e o sobre o que  escolherão...Podem abordar o que viram em outras mesas, discutir pratos elegantes, novas receitas, e estas e outras ideias...Indo além, há os temas íntimos, em geral conversados na refeição, que têm um charme especial.

 Lendo este parágrafo, no livro referido, senti a estranheza de quem teria visto Brillat-Savarin sentado em um restaurante do nosso Século XXI, atento aos diálogos dos 'vizinhos' das mesas do ambiente. Hoje em dia, nesta revolução gastronômica correndo pelo mundo, quantos de nós compartilhamos, com nosso Amor, o prazer de comer? E de compor juntos o cardápio! Vemos por tudo o prazer do ato culinário como partilha  entre o casal, nas cenas de cozinha, nos corredores de supermercados, nas delicatessens, nos empórios, ou mesmo nas feiras de rua...

Amanhã tem mais! Por enquanto, vá pensando...
Qual receita vocês preparam em conjunto? 
Que tal comprarem os ingredientes para fazerem o prato, neste fim de semana, celebrando a felicidade na cozinha?

Até amanhã!
Abraços,
Betina


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um cheiro que vem da cozinha...

Felicidade?

Ainda procuro- e encontro- cheiro de felicidade vindo da cozinha. Ingrediente em produção abundante nos tachos de geléias, nos panelões de doces, nas grandes vasilhas com massas de bolo para o café da tarde. Alguém duvida? Silencie, pssss...até o som que vem do forno-e-fogão é feliz.

Agora, feche os olhos, e lembre-se de seu prato favorito, quase pronto: o aroma é vivo,  você pode tocá-lo, até. Lembrou? Inspire, absorva toda maciez que vem pelo ar...Inspire outra vez, soltando a imaginação...lá estão as cores, brincando de ciranda, no fundo da panela, como se estivessem no pátio. E, agora, um sem-fim de texturas seduzindo nossas mãos. Nossos olhos adivinhos, num 'Plim', enxergam um viço especial na receita da chimia e... 'é este o ponto!'. Vem, instantâneo, o sorriso aberto, o 'Eureka!'.

Nasce, da alquimia culinária, o sabor que a memória conhece e deseja sempre e sempre.

Há um estado de alma que se reconhece na cozinha, quiçá pelas transformações, pela intimidade entre os sentidos, por um não-sei-quê daquele cenário de perfumes e figurinos tão ricos de força e ternura. Deve ser o amor que nasce quando mexemos cada nova ideia, para torná-la plena de nós e oferecê-la ao mundo, na mesa da nossa copa. 

É...tem um cheirinho de felicidade que vem da cozinha! 

Você também sente?

Gracias pela visita!
Abraço,
Betina


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sobre o 'Action for Happiness'

E já que temos conversado sobre o tema 'Felicidade', aproveito para indicar um site muito interessante, O Action for Happiness! Já contei, aqui no blog, sobre este foco como índice de desenvolvimento do país Butão, sobre o primeiro 'Dia Internacional da Felicidade', declarado pela ONU em 20 de março de 2013...e sobre pontos que fazem parte do 'enfelizar-se', como o foco nos pequenos prazeres cotidianos e na relação com as pessoas que são parte de nossa rotina e dos nossos afetos.

Enquanto preparo o próximo post sobre o tema da felicidade amorosa, deixo aqui a dica deste site, com várias propostas deliciosas de bem-viver! O foco deste movimento, o 'Action for Happiness', é difundir ideias e propostas para melhorar a percepção individual e coletiva sobre a felicidade, não como algo utópico, mas sim como um impulso para que esta vivência também seja globalizada.

Gracias pela visita!
Abraço,
Betina

terça-feira, 16 de abril de 2013

"Amor de Mingau de Aveia"

O que eu quis referir com o tema da Felicidade nas relações amorosas?

Bom, não estamos falando em felicidade como um conceito estático, mas dinâmico, imperfeito. Não me refiro, por exemplo, a uma relação amorosa como aquela idealizada, o emblema do 'Amor Romântico'. Então, onde quero chegar?

Há muitos anos, li em "We", de Robert Johnson, uma imagem muito interessante sobre a definição virtuosa de amor rotineiro, alusiva à culinária: algo como 'amor de mingau de aveia'. Nunca esqueci esta expressão...

O que esta ideia sugere a você? 
Seguiremos a prosa. Por enquanto, rabisque algumas ideias no papel. Deixe-as dormir e volte à sua lista em alguns dias. O que acrescentaria? O que mudaria? 

Obrigada pela visita!
Abraço,
Betina


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Lembrando do filme "Um divã para dois"

Boa tarde!

Um dos pontos que se salienta, quando falamos em 'Felicidade' é, por certo, uma relação amorosa de prazer, companheirismo, cumplicidade, e tantas outras virtudes. Pois bem, há tanto a falar nesta matéria, mil elucidações neuroquímicas, questionamentos, reflexões, exemplos...Como este é um blog de cozinha e bem-viver, resolvi focar em capítulos da vida gastronômica, na História, na Literatura, no Cinema, e tantas outras janelas. 

E começo lembrando-me de um filme recente, "Um Divã para Dois", com Meryl Streep e Tommy Lee Jones. Há uma faceta interessantíssima no filme, que se passa na cozinha, tendo como pano de fundo o café da manhã de Arnold, feito diariamente por Kay, sempre do mesmo modo, sem nenhuma conversa, carinho, intimidade entre os personagens. Os ovos e o bacon dispostos, sempre e sempre, em idênticas forma e posição no prato. As cenas 'culinárias' ilustram muito do conflito do casal, e o desenrolar da trama mostra que este cenário é apenas a ponta do Iceberg...

Vale a pena ver o filme! 

Nos próximos posts, outras discussões a respeito da relação amorosa como foco de bem-viver...

Acompanhe! 

Um abraço,
Betina

domingo, 14 de abril de 2013

Do convívio rotineiro: girando o caleidoscópio!

No post anterior, falávamos de um azulejo delicado, na parede de um restaurante, lembrando-nos (quase de um jeito subliminar) do sentimento de Amor. Entre uma mesa e outra, meio tímido, entre os demais azulejos. Aquele tinha destaque, uma borda de flores graciosas, mas sua posição era discreta, de fato: destinada a quem procurasse detalhes no local, mas não ao comensal distraído ou 'desimportado'. 

Pensando bem, esta situação é muito comum em nossa vida cotidiana. Quantas vezes os afetos estão expostos, disponíveis para serem percebidos e saboreados,  mas seguimos na correria diária sem nos 'conectarmos' com a família, o amor, os amigos, os colegas?

Pois o azulejo chamou minha atenção para este olhar, para esta reflexão, a partir da surpresa que tive ao vê-lo de repente. Vi de relance, e voltei para ter certeza, depois de ter mirado aquela parede algumas vezes para tirar retratos do local.

Então, subitamente, um azulejo na parede nos lembra de que o amor existe? Não é este o ponto; quero enfatizar, apenas, que tantas vezes não prestamos atenção nos afetos, passamos correndo por eles, seguindo nossa jornada maluca de afazeres. E me incluo no problema, fazendo um 'Mea Culpa' no terreno das amizades. Já fui uma amiga beeeem mais dedicada, e, nos últimos tempos, confesso estar relapsa, pelas atribulações que a rotina nos impõe. Rotina de costas largas, esta!!! A dificuldade é que não temos como ajustar os 'fusos' entre as correrias e, de um relógio a outro, acabamos nos perdendo de quem gostamos muito. Reencontramos, lá adiante no mapa, mas há afastamentos que se tornam muito mais distantes do que a geografia determina. Não temos tempo e deixamos por isto mesmo, uma lástima. No entanto, é possível mudar este caminho.

Por exemplo?
Tanto já ouvi contar que, antigamente, as visitas eram um costume, um prazer cotidiano. E, mais interessante ainda: muitos chegavam na casa dos familiares e amigos sem avisar. Chegavam para visitar, e ponto. Já pensou que caos isto seria hoje, neste dia-a-dia frenético que enfrentamos?  Não estou defendendo o caos, mas constatando que nossos tempos têm um ritmo tão acelerado que parecem não contemplar hábitos 'passados' (embora louváveis). Faziam um bolo de chocolate, ou de frutas, enfeitavam, faziam o pacote e levavam aos donos da casa, como uma oferta em agradecimento pela tarde agradável que passariam juntos, com uma boa prosa.  Havia também quem fizesse um belo almoço ou café da tarde, sabendo que a mesa estaria repleta de vozes, risadas, afeto.  Perdemos o costume, ou nos perdemos do costume?

Felizmente, sei de muitos amigos que mantém a rotina de visitar, de receber amigos para uma boa comilança na mesa da copa.

Há alguns posts atrás, referi a importância do convívio harmonioso com familiares, amigos, colegas, chefes e funcionários, e com aqueles que fazem parte de nosso dia-a-dia. De acordo com  a Neurocientista Suzana Herculano-Houzel, em um de seus livros, "Fique de bem com seu cérebro", a confiança e a reciprocidade são a base de relacionamentos sociais plenos e saudáveis, com a participação de estruturas cerebrais destinadas a traduzi-los em bem-estar. Como assim? Por exemplo, através do circuito social do cérebro, o indivíduo tem a capacidade de se colocar no lugar dos outros, de sentir empatia, de se aproximar dos demais, de dar e de receber apoio, e tantas outras benesses. Há que se salientar o impacto positivo direto que as relações favoráveis exercem sobre o bem-viver, e este processo parece dever-se à regulação da resposta ao estresse crônico.

Além disto, as vivências prazerosas com pessoas queridas, no contexto da rotina, faz com que tenhamos uma dose constante de pequenos prazeres no meio de nosso corre-corre, atenuando o estresse e a solidão, que muitas vezes resulta de um cotidiano de trabalho intenso e de um sem-fim de afazeres diários. Acho que não nos damos conta, vamos vivendo, simplesmente, sem percebermos que é preciso partilhar, além de apenas trocarmos informações burocráticas sobre algum tema profissional. Em tempos de redes sociais, telefone celular, milhares de entretenimentos tecnológicos e de interações que percorrem longas distâncias (amigos 'ao alcance das mãos'), o isolamento poderia soar até estranho; entretanto, o escritor  italiano Stefano Benni referiu algo, em uma de suas entrevistas, de que gostei muito: "A solidão não é um problema logístico, é um problema de sentimento".

O mesmo escritor tem um conto admirável, "Mai più solo" [Nunca mais só], em que o personagem, solitário, compra um telefone celular, mas não tem quem ligue para ele. Então, finge, pelas ruas, várias conversas ao telefone, assim será visto como alguém muito bem relacionado. Ainda insatisfeito e só, compra para si outro telefone, para que com um número ligue para o outro, e assim receba ligações. Com uma conta telefônica gigantesca, endivida-se, perde os dois números e volta ao estado natural de sua solidão. Adorei este conto, que traz algo profundamente real de nosso tempo.

Alguém poderá estar só, mesmo ocupando uma sala de trabalho com outros colegas: é a atitude de aproximação e empatia que enriquece a convivência. A pausa para o cafezinho e as conversas, uma merenda que cada um leve para o intervalo, num dos dias da semana, a disponibilidade para a troca e o apoio, o afeto da partilha: todos estes são ingredientes da mudança que podemos promover em nossa vida, mesmo no espaço profissional. Encontros com amigos, com a família, com antigos colegas que não vemos mais, todos estes são momentos necessários para nossa saúde, em todos os sentidos.
Se nunca temos tempo, quem sabe os incluímos em nosso Hobby favorito, como em reuniões festivas, em que cada um cozinhe em sua rodada? Ou em nossa atividade física, combinando caminhadas no parque? E que tal retomarmos o costume das visitas, levando um quitute aos donos da casa, como era de costume?

Possibilidades existem. Muitas vezes, a mudança de paradigma nos assusta, criamos uma resistência inicial, baseada na falta de tempo, no mergulho em nossos próprios afazeres, turbulências, dificuldades. Se girarmos o caleidoscópio, mesmo de leve, veremos outra imagem, outras perspectivas. Giramos mais uma vez, e então nova imagem, e outra, outra e outra. Isto nos ajuda a perceber a riqueza que nosso cotidiano nos oferece, mas é preciso que parta de nós o ato de girar o caleidoscópio, para que as figuras sejam modificadas. Precisamos estar ali, vivos e presentes na mudança de ponto de vista. O convívio com os demais é um dos aspectos desta empreitada, com a meta da felicidade. Há tantos mais...

Hoje conversamos sobre familiares, amigos, colegas e daqueles que são parte de nossa rotina. E sobre  a relação amorosa: qual seu papel em nosso bem-viver?

A seguir cenas do próximo capítulo...

Obrigada pela visita! E um belo domingo!
Um abraço,
Betina

sábado, 13 de abril de 2013

3 Xícaras de amor?

   
Pois bem...Este é um charmoso detalhe na parede do Restaurante Lellis, em São Paulo, dirigido pela família Lellis. O encanto surge inesperado, quando, sem querer, olho para o lado e 'Plim', encontro esta delicadeza. O amor está ali, presente, como está quando vamos para a cozinha. E quem sai ganhando não é só quem recebe nossas delícias: saímos ganhando também nós, que as preparamos para agradar nossos queridos. 

Em que receita você bota mais xícaras do amor?  

Abraços,
Betina

terça-feira, 9 de abril de 2013

Miniaturas para Catering- Oficina do Chef Wilian Mateus



  • Boa tarde! 

    Compartilho a notícia sobre a nova turma da oficina do Chef Wilian Mateus, já que a turma do dia 16 e 17 está com vagas esgotadas! 

    NOVA TURMA NAS DATAS 22 e 23 DE ABRIL - POUCAS VAGAS

    "Outras possibilidades de criações doces e salgadas para um menu de eventos na área da gastronomia
    Receitas e técnicas diferenciadas ressaltando a importância da correta utilização dos métodos e precisão estética, para além da construção de novos sabores na elaboração de um menu gastronômico.

    PROGRAMA DO CURSO

    Dia 1 - Miniaturas de sobremesas
    ROMEU E JULIETA
    Cheese cake de queijo de minas, sorbet de goiaba, vidro de goiaba e goiaba vitrificada.
    AXIOMA FRUTAL
    Gel de sauternes e frutas vermelhas, granita de melancia, frangipane e cilindro de jatobá.
    APÓTEMA 
    Marquise de chocolate, panacota de cupuaçu e chocolate branco, sorvete de rapadura e dados de cachaça com cumaru.
    HORA DO CHÁ
    Cremoso de chocolate, chá preto com lichia e bergamota, chimarrão paradiso sponge, sorvete de chá verde e creme de camomila.

    Técnicas desenvolvidas: Cremes, musses, sorvetes, sorbets, gelatina, agar agar, hidrocolóides.


    Dia 2 - Miniaturas salgadas
    Camarões ao molho de dendê braseado e acaçá.
    Frango pochê-grillé com flan de queijo.
    Queijo coalho tostado e defumado, com chatilly de pimenta.
    Potagem goiana.
    Tartare de salmão e com espuma de manjericão.

    Técnicas desenvolvidas: Cocção em baixa temperatura (sous vide), defumação, espumas e desconstruções.

    Horário: das 18h às 22h

    Local: Les Macarons - Atelier de Cuisine 
    Rua Castro Alves 849/203 – Porto Alegre

    Valor: R$ 350,00


    Informações, reservas e inscrições: professoramichelleleao@yahoo.com.br
    Facebook: Michelle Leão
    (51) 8578.2118

    O chef: Depois da experiência adquirida nas cozinhas britânicas por quatro anos e de ter trabalhado ao lado do pastry chef de Nova York, Gabriele Riva, o chef Wilian Mateus recém chegado de um estágio no The Modern Restaurant em NYC remete essa influência em seu próprio conceito de trabalho, que se resume à investigação e experiência de combinar sabores, transformando suas composições em deliciosas
    texturas e diferenciadas formas geométricas."

    Um abraço,
    Betina

domingo, 7 de abril de 2013

Voltando das férias!

Boa noite! 

Bem, estive de férias na semana passada, desfrutando de São Paulo, para onde fui pelo lançamento do meu "Pequeno Alfarrábio", como contei na postagem anterior. 

Fiz uma pausa também nos escritos, enquanto buscava novas fontes para os próximos posts...Lugares que vivenciei, livros que conheci, novos passos caminhados. E mais um avental de cozinha, como não poderia deixar de ser! Adoro este capricho de comprar um avental a cada aventura!

E por falar em aventura...Nesta semana começo a experimentação das receitas para o próximo livro, ainda em processo inicial de ideias. Algumas maluquices já surgiram, outras estão anotadas com um graaaande ponto de interrogação ao lado, outras sorriem de um jeito tímido, olhando de soslaio pela página do caderno, espiando com uma carinha de "seráááá?".......Começamos um novo percurso de inventices: o que vem por aí?

Como sempre, é um mistério. Se um escritor é, muitas vezes, surpreendido pelo personagem criado, sinto-me, de um modo semelhante, surpreendida pela receita, que assume vida própria pelo encontro dos ingredientes. E este suspense é o encanto, o desafio, a força revolucionária da criação. Não é exagero: a cada nova ideia que me visita, percorro um espaço inédito de sabores possíveis, um prisma de experiências, combinações, estrepolias. 

Falaremos, então, na importância da novidade para o prazer...

Além das novas receitas, há outros temas a retomar, nos próximos dias, como a realização de um hobby que inclua  nosso amor, ou amigos, ou colegas. E a Gastronomia tem sido este hobby, tantas vezes! E há muito tempo...Um excelente exemplo vem do renomado gastrônomo e escritor Francês, Brillat-Savarin, que  escreveu em seu livro "A Fisiologia do Gosto" a meditação "A importância da Gourmandise para a Felicidade Conjugal"...Incrível, não?

Neste mesmo campo do bem-viver, um tema que vem sendo cada vez mais abordado é a Felicidade como meta, considerando-se os prazeres rotineiros e os afetos positivos; nesta linha, refere-se a importância da harmonia - e do prazer, é claro-nas relações cotidianas. 

E onde entra a culinária, aqui?

Esta é uma outra conversa na mesa da copa...

Bom início de semana!

Abraços,
Betina

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Lançamento em Sampa: 02 de Abril!!!



Lançamento do "Pequeno Alfarrábio de Acepipes e Doçuras" na Livraria Cultura do Conjunto Nacional!

02 de Abril, a partir das 18:30!
Av. Paulista, 2073-Conjunto Nacional-São Paulo-SP

Espero os amigos de Sampa para a celebração!

Abraços,
Betina