terça-feira, 5 de março de 2013

Outra vez, a partilha: palestra 'O subjetivo na cozinha: a culinária como metáfora'

E vocês...O que prepararam na cozinha, no final de semana?

Hoje deixo a pergunta, na espera das novas ideias culinárias para sábados e domingos!!!

 Estou aqui, trabalhando na apresentação da palestra de lançamento do meu 'Pequeno Alfarrábio de Acepipes e Doçuras', no próximo dia 13 de março, às 19hs,  na Livraria Cultura do Bourbon Country, em Porto Alegre!!! 

Tema da nossa conversa no dia 13, na Livraria? "O Subjetivo na Cozinha: a Culinária como Metáfora"...E fiquei pensando em todo o rumo que percorremos, eu e vocês, nas prosas deste (quase) um ano de 'Serendipity in Cucina'. Para montar o conjunto, reli alguns posts, revisitei todos os comentários, alegrei-me com a partilha que construímos ao longo do período, na expectativa do que seguirá. Afinal de contas, fazer um caderno de crônicas culinárias, com as páginas para as criações do leitor na segunda parte do livro, foi a realização de um sonho meu. Um sonho partilhado, cheio de aromas de cozinha, de cores e de texturas que entregam vida ao cenário. 

Bom, acredito de coração que um caderno de receitas, daqueles manuscritos e manchados de massas, molhos e farinha, seja um documento subjetivo, intenso, e absolutamente TRANSFERÍVEL! Sim, escrevi certo, e esta é uma de suas maiores virtudes, poder ser passado de uma geração à outra. As confissões, notas e registros do 'como-se-faz' passam da bisa para a vó, então para a mãe, e para nossos filhos, e assim por diante. Por exemplo, um dia, descubro, através de uma prima, que minha avó paterna colocava 'FIM' ao completar o escrito de uma receita, datava e assinava. 

Há figuras que se tornam personagens de nossa lembrança, só pelas anotações que deixam nas folhas. Num instante, descubro caligrafias de gente muito importante na minha história, espalhadas no meu caderno. E reencontro tempos de mim, pelas receitas que já fiz, ou por aquelas que anotei para fazer um dia, ou por informações memoráveis na data, hora e local onde foram feitas ou boladas. Então, no meu sentir, um caderno de cozinha tem um valor afetivo muito precioso, por isto fiz o livro como caderno culinário. E, para celebrar o subjetivo de cada um nas terras do 'forno-e-fogão', quis incluir esta parte no projeto: uma porção de páginas só do leitor, que vira co-autor do meu 'Pequeno Alfarrábio'.

Outra vez, a partilha.

O que estou armando para nossa conversa?

Amanhã conto mais...

Abraços,
Betina Mariante Cardoso

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