segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Um prazer arejado!

Thomas Cole, "The Picnic" (anterior a 1860)


Enquanto espero chegar meu livro encomendado, pesquiso o material sobre a origem do Piquenique, suas motivações, história, personagens, Menus, receitas, e assim por diante...

Descobri uma bela obra sobre o tema, para fazer a busca em uma referência interessante e plena de curiosidades. O livro se chama "The Urban Picnic (...)", com um subtítulo incrivelmente amplo. Dentre tantos materiais, este me pareceu o mais completo em termos de abordagem da relevância histórica e, ao mesmo tempo, dos Menus e ideias para um bom convescote urbano. http://www.amazon.ca/The-Urban-Picnic-John-Burns/dp/1551521555 . 

A liberdade de comer 'na rua' e de sentar no chão, ao redor da toalha, a magia de montar (e de abrir) a cesta de comidas, a gostosura de estar 'à fresco', o encontro de amigos, amores, família, colegas: todos são parte da 'fenomenologia' do piquenique. Parece que a palavra teria sido apresentada, pela primeira vez, em torno de 1692,  em edição de Tony Willis, de Origines de la Langue Française, que aponta pique-nique como uma prática 'recente' para a época (pelo que li, neste trabalho a palavra definiria um grupo de pessoas em um restaurante, em que cada um leva seu próprio vinho). O conceito de Piquenique, desde há muito tempo, designa uma refeição em que cada um contribui com algo, definição que é parte do termo 'Convescote', desenvolvido pelo filólogo brasileiro Antônio Lopes de Castro, como contei no post de hoje à tarde. Parece, também, que a palavra significaria algo como 'Pegar/picar coisas de pouca importância', considerando o verbo francês 'piquer' aliado à rima nique, mas este significado é duvidoso. De qualquer forma, pensando sob o ângulo das comidinhas de piquenique, dou votos ao termo, mesmo de origem incerta. 'Piquer' poderia se referir ao tipo de alimentos que se leva para estas refeições, em geral de 'pegar' com as mãos, enquanto 'Nique' faria referência ao aspecto leve, rápido e prático dos quitutes; daí a ideia do 
'coisas de pouca importância'. 

Há tantas outras referências, circunstâncias e particularidades que, para mim, se fez necessária a busca de um livro que trouxesse uma pesquisa sólida. O Wikipedia traz as informações acima, mas, a fim de compartilhar com os leitores meu aprendizado sobre o tema, quis aprofundar as buscas.

Há um sem-fim de reflexões, dados históricos, dicas de Menus ou de segurança no transporte de alimentos, etc. Pelo que vi do sumário, meu novo livro é fascinante, e poderei contar das minhas leituras, por aqui.
Há um imaginário coletivo ligado à esta prática: uma percepção de prazer livre, arejado. 
Do pouco que já li, pude confirmar o que estas vivências representam no meu sentir: despojamento, leveza, aventura, partilha...

E você, leitor, o que sente pelos convescotes?

Um abraço,
Betina Mariante Cardoso





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