terça-feira, 24 de julho de 2012

Com que música você cozinha?

Enquanto escrevia o post anterior, sobre a mágica, lembrei que na época da produção das doçuras temperadas (sobre as quais contarei em seguida) eu escutava as músicas da trilha sonora do filme Chocolate. Aquele enlevo trazia uma atmosfera estimulante aos sentidos, como se a música abrisse as comportas do entusiasmo. Não é exagero: tinha uma sensação de que era o embalo sonoro que dava o tom da festa. Aromas dos temperos, das misturas ensolaradas (chocolate branco com raspas de laranja e açafrão; crocante branco com raspas de limão), das combinações clássicas...Tudo tinha gosto, cheiro, toque da melodia do filme.
Entretanto, posso citar outras aventuras. Digo, confessar...

Para fazer Tiramisù, em geral, ouço as canções do Bruno Venturini, como 'Torna a Surriento", e, para fazer pão, 'Funiculì, Funiculà', interpretada por ele, também. Quando faço os patês, a escolha é por músicas intimistas e, na hora de fazer um bolo, nada melhor do que a trilha sonora do 'Dirty Dancing'. Para atividades lentas e meticulosas, como pintar os chocolates, prefiro a Bossa Nova, e há receitas que devem ser feitas ao som do Andrea Boccelli ('Romanza'). Há delicadezas que merecem ser mexidas ao som do Rod Stewart. E tantas outras sintonias...

Para mim, a cozinha é este território pessoal e intransferível de magia, um exercício permanente de sensibilidade, de prazer ou de quietude. Coloco meu avental favorito para o preparo de um quitute novo; então, emolduro a cena, escolhendo a música que se conecta com meu ânimo no dia, com a anima do sabor que desejo criar. 

Monto o cenário, aperto o 'Play'.
Aquele, da trilha sonora da cena. 
E o meu.
Desperto para a experiência.
Pronto: mão na massa!

E com que música você cozinha?

Betina Mariante Cardoso

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