terça-feira, 10 de abril de 2012

Na feirinha Ecológica

Ontem, naquela  tarde de sol e temperatura amena em Porto Alegre, revolvida pelo entusiasmo dos produtos da feira ecológica, tive uma vontade de "inventar moda", o que, em geral, é sinal de tempestades de idéias por aqui...
Embora eu tenha alguma ressalva a parágrafos pulsantes demais, como este aqui de cima, decidi deixá-lo assim, pleno de cores e exageros, pois tem a cara da experiência que me propus realizar: ceviche de frutas. Não, não é invenção, o conceito de ceviche aplicado a frutas existe e está disponível em qualquer pesquisa dirigida no Google, com as mais variadas maluquices. Pois bem, tantas são as adaptações, rodopios e  improvisos nas receitas, que me senti com a liberdade poética de criar a minha. E dei-lhe o nome, por conta e risco, no meu caderno de receitas, de "Ceviche da Feira".
Lembrando o post anterior, em que escrevi sobre escutar a curiosidade e sobre correr riscos, agora penso que estes dois atributos foram aplicados na mistura. E o nome? Ceviche, pela estratégia do prato; "Da Feira" por dois motivos.
O primeiro: porque ali tive meus limites testados. Precisei me arriscar para conhecer sabores que me fizeram sentir em um lugarejo exótico, onde eu teria chegado por acaso, desejando e temendo, ao mesmo tempo, explorar as ruas locais. A cada novo trecho, avançaria em sensações, mas recuaria em parcimônia, até que decidiria caminhar livremente pelas calçadas, sem qualquer estranhamento. E assim me  senti  também com os produtos que reuni para a receita. Precisei atravessar o risco e chegar na outra margem da ousadia, onde a Serendipity é livre, onde é plena a entrega para a experiência sensorial, emotiva, motora (quando livres e leves, nos movemos inteiros e vivos, nos expandimos, somos cada passo).
 Isso pode acontecer em cidades, ou na cozinha, ou num simples passeio, mas acredito que de  fato é na vida da gente, vida mesmo, que isso acontece.
O segundo motivo?

Amanhã conto mais sobre o "Ceviche da Feira".

Betina Mariante Cardoso

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