quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Una copa de Albariño


Queridos leitores, seguimos em nossos percursos galegos.

Acabei por conhecer o Albariño, um dos vinhos brancos típicos da Galícia, num almoço de férias, de um modo trivial. Perguntei ao garçon do Filigrana, restaurante do hotel, logo no primeiro dia de hospedagem, quais eram os vinhos galegos típicos. Ele, objetivo, respondeu que eu deveria eleger um Albariño, para cair bem com o prato que pedi, o bacalhau da região. Disse-me, sem titubear, que um branco seria a escolha, aos poucos eu poderia descobrir os outros, a cada prato do território. Sem mais, foi buscar a garrafa, mostrou o rótulo, serviu. 

"Una copa de Albariño" tornou-se  uma constante, nos diversos locais de Santiago de Compostela onde almoçamos. Aquele era o primeiro contato com os elementos regionais, vinhos e comidas, e eu pouco sabia a respeito do que eram os sabores relevantes dos galegos. Novamente, o gosto pela cozinha viajeira me tomava, enquanto eu percorria a primeira 'copa'  do meu encanto albarínico. 

No fim daquela tarde, fui pesquisar. *

Prossegui nas descobertas, com o passar dos dias. Na primeira visita ao centro histórico, passando por uma livraria clássica de Compostela, comprei meu "Cocina Gallega", que conta com o prefácio de um renomado escritor gastronômico da Galícia, Álvaro Cunqueiro. Mais uma vez, segui uma indicação: foi o livreiro que afirmou, contundente: como eu desejava algo completo e com detalhes da Galícia, deveria escolher este, pois um texto do Cunqueiro dá valor inestimável à obra. Eu, até ali, era refém de informações precisas: o garçon e o vendedor na livraria determinaram minha copa de Albariño e meu livro de cozinha galega com prefácio do (meu desconhecido) Álvaro Cunqueiro.

Em geral, como viajante, acabo por conhecer dados sobre os lugares através de seus moradores, não dos manuais de cidades. Deixo o estranho me guiar pela mão, em seu conhecimento, e apenas sigo setas orientadas. Os vendedores de mercado, garçons e donos de livrarias são meus principais guias no processo de descoberta. Foi na livraria de viagens de Girona, na Catalunha, que encontrei os livros do Josep Pla, pela sugestão veemente do Quim, livreiro. Tenho a anotação na minha caderneta, pra nunca esquecer aquele momento.

Aceitar a dica do garçon foi a chave para a vivência das sensações que o Albariño provoca. Para além disso, foi a forma de eu me conectar com o território galego com intimidade crescente, ao longo da temporada. Consumir um produto tão típico, que identifica a região por suas características, promove em mim o sabor de pertencer ao local que visito.  O pertencimento transitório do viajante, talvez.

Esse vinho tem alma diurna, leveza e frescor. A mim, a "copa de Albariño" ficou registrada como um prazer calmo, suave, semelhante ao que senti nas caminhadas em passos lentos pelos bosques compostelanos.  O Albariño tem uma acidez leve, que marca sua vitalidade.  Tanto durante a etapa das entradas e do prato principal, quanto no momento do doce, a 'copa' enriquece a experiência da refeição, numa alegria mansa.
O desejo de caminhar sem mapa segue embalando a tarde.

No retrogosto, o equilíbrio do transe de viajante com a quietude de pertencer ao local através de suas vinhas.

*Natural do norte da Península Ibérica, a uva Alvarinho ou Albariño, como é chamada na região espanhola da Galícia, também é muito encontrada em Portugal e, durante anos, esteve praticamente limitada a esses dois países. Na Espanha, essa uva é tão difundida que é uma das poucas variedades celebradas por lá. Na região da Galícia existe até um festival do vinho dedicado a ela, é a Fiesta del Albarino que, anualmente, traz diferentes atividades culturais e gastronômicas relacionadas a essa casta.

(fonte: http://www.sommelierwine.com.br/2015/08/03/serie-uvas-albarino/)
  
Gracias pela visita!

Com carinho,
Betina


Albariño y queso Arzua con membrillo

Albariño com a entrada

Um doce muito especial, e, claro, o Albariño













segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Degustação de queijos galegos no Mercado de Abastos de Santiago de Compostela



Queridos leitores! 

A partir desta postagem, venho contar um pouco sobre o que aprendi da culinária da Galícia, região onde estive em setembro último, para o "I Congresso Internacional de Língua, Literatura e Gastronomia", em Santiago de Compostela. 
Há muito para partilhar, motivo pelo qual farei uma série de posts nas próximas semanas de novembro. E começo apresentando a Dona Olga, do Mercado de Abastos, de Compostela. Na foto, com ela, está minha mãe, recebendo a prova de um dos queijos galegos típicos. 
Pois a Dona Olga fez de nossa visita ao mercado uma sessão de degustação de queijos regionais, dando lascas de cada um, explicando origem e modo de produção. Provamos o Arzúa-Ulloa, de casca firme e centro macio, levemente ácido e de consistência bem cremosa; o segundo foi o Tetilla, assim chamado por sua forma, lembrando uma mama;  o  terceiro, San Simón,  é defumado e de casca e núcleo mais firmes, com sabor forte. Todos deliciosos, mas o meu favorito é o Arzúa, que combinou tanto com uma salada com figos e verdes quanto com o perfeito  'membrillo', a marmelada, em nosso idioma, ou codonyat, em catalão.
Todos são produtos com denominação de origem, motivo pelo qual cada um merece uma postagem individual sobre suas características. 
O Tetilla e o San Simón, embora fossem  também presentes no café da manhã, não  nos chamaram tanto a atenção quanto o primeiro. 
Da Dona Olga compramos uma fatia robusta do membrillo feito com frutas em seu interior, muito bom, além de avelãs e amêndoas em sacos de papel pardo. E tivemos o privilégio de conhecer esses produtos tão típicos por sua voz, alegre e melodiosa, ao saudar-nos com delícias galegas. 
Mais do que os queijos, do que o doce, o que ficou foi a experiência desse contato com ela, ciceroneando a cozinha da Galícia por sua atitude doadora e convidativa aos sabores de sua banca. 
A meu ver, uma das principais riquezas de uma viagem está na conversa com os vendedores do mercado local, pois nos presenteiam com algo precioso, o relato, o detalhe, o como-se-faz e o como-se-come, a curiosidade sobre o produto, as amostras para degustação. 
Através da visita ao mercado, é possível conhecer muito sobre a gastronomia de uma dada região. E não só pelas iguarias, mas pelas pessoas que nos apresentam a elas, com toda sua sabedoria e generosidade para partilhar a vida da cozinha de seu território. Um dos aspectos que se destaca é que a banca deixa de ter um número ou uma especificação em nossa memória de viajantes, e passa a ser " a banca da dona Olga", como as receitas dos cadernos de família, que têm, em seu nome, a figura de quem é especialista no quitute ou de quem deu as dicas. A presença de alguém a conduzir nossa experiência no conhecimento de sabores de um espaço geográfico é um dado que fica na lembrança, fazendo parte das recordações que armazenamos com afeto. 

Vocês costumam visitar os mercados das cidades que visitam? Vou adorar ler suas lembranças!

Amanhã, outras recordações culinárias da viagem para Compostela. 

Com carinho,
Betina


Dona Olga, apresentando os queijos locais.

Membrillo e queijos

uma vista da banca da Dona Olga

Queijo Tetilla, ao lado do Arzúa.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A primavera no Blog!

Queridos amigos! 

Apenas hoje a primavera chega ao blog, com as mudanças de cores para acompanhar a claridade e a alegria da estação. No Serendipity in Cucina, sigo escrevendo de cozinha, viagens e sobre o bem-viver, elementos muitas vezes atrelados. Meu foco principal é partilhar a felicidade, seja nos campos de forno-e-fogão, seja em terras distantes. Pelas correrias dos últimos meses, não escrevi em agosto e em setembro. Assim, volto hoje para as páginas em branco, escolhendo temas curiosos ou sabores típicos para os posts, como as descobertas feitas na Galícia, Espanha, onde conheci a torta de Santiago, feita de amêndoas, açúcar e ovos, o vinho Albariño, os queijos Arzua, San Simón e Tetilla, o caldo galego e tantas outras saborices.

Bem-vindos!!

Com carinho,
Betina

domingo, 31 de julho de 2016

Começando um novo mês! Feliz agosto aos leitores!!!


E julho chega ao fim, as férias terminam, volta a rotina para quem fez a pausa invernal. A vida parece ganhar novo respiro: o segundo semestre chegando e o caminho do ano sendo vivido. Por que estrada  seguir? E qual o ritmo do passo? Às vezes, pode ser pesado começar de novo, o dia, a semana, o mês, o semestre. E pode ser leve, como o desafio de experimentar uma receita inédita. 

Felizmente, não temos a certeza no preparo de uma felicidade em compota, como aquelas do caderno cheio de manchas da foto. Felizmente??????
Sim.

 O "como-se-faz", quantidades e modo de unir os ingredientes, tempo de preparo, e assim por diante, é só vivendo que descobrimos. As surpresas do dia-a-dia permitem riquíssimas descobertas quando estamos atentos e dispostos, assim como na cozinha. Tudo é uma questão do estado de ânimo com que percebemos cada situação.

E podemos escolher: mesmo tendo que levar a vida a sério, perceber os desafios de modo lúdico nos ajuda na leveza necessária para atravessar um dia complexo. Assim como na cozinha, podemos até ter frustrações quando a massa da pizza não sai como esperávamos, mas se optarmos pelo desânimo e pela desistência, como continuaremos aprendendo? A dica é sempre duas medidas de flexibilidade, uma medida de dar-de-ombros e outra de riso, ingredientes fundamentais para seguir adiante. O essencial é a criatividade para lidar com o imprevisto, com o novo: mudar a receita, criar outra coisa no lugar. Ou, como li em Isabel Allende uma vez, é necessário inventar na culinária, pois se algo der errado,sempre se pode chamar uma pizza. (a ideia é essa, embora não escrita assim.)

No cotidiano, essa proposta é válida, também. Encarar com leveza mesmo os temas difíceis nos ajuda a diminuir seu peso, favorecendo soluções e sobretudo diminuindo o stress e a ansiedade com os resultados. Um ponto que nos preparos de forno-e-fogão é imprescindível, na vida também é: o foco no presente. Não se pode fazer uma chimia sem prestar atenção em suas transformações, sob ação do fogo baixo depois que ferve: cor, textura, resposta aos giros da colher-de-pau, cheiro, ponto de estrada, gosto...tem-se que prestar atenção, estar ali de corpo e alma, com os cinco sentidos chamados ao ofício. Não é diferente em nosso cotidiano. 

Prestar atenção no presente, no que se apresenta (torna-se presente), nos ajuda a criar novas e corajosas soluções para o que nos desafia. 

Se usamos nossas ferramentas pessoais para amassar o pão ou preparar o bife à milanesa, podemos usá-las também nas propostas que a vida nos oferece sem aviso. Características como a paciência, o foco, a tolerância, a leveza e a alegria são indicadas, na cozinha e na vida.

E mais: sempre podemos aprender uma nova técnica culinária, ou agregar formas diversas para lidar  com as situações que o dia oferece.

Bom agosto aos amigos!

Com carinho,
Betina


terça-feira, 26 de julho de 2016

Dica da semana: curso-degustação de vinhos - Férias de julho!



Queridos leitores!!

Ainda estamos em período de férias de julho. Mesmo que não se faça aquela pequena pausa do inverno, fica a sensação festiva no ar, aquele desejo de fazer parte da bendita folga deste mês. E é excelente criar pequenos espaços de férias dentro da rotina, quando parar o trabalho não se faz possível. Entre outras razões, está o fato de que a novidade de um evento ativa nossos centros do prazer.

Como funciona? Os espaços de criação e brincadeira são contemplados pelo novo, liberando no cérebro uma série de substâncias ligadas às sensações prazerosas, com efeitos em todo corpo. Em resumo, nutrição do bem-viver. Chamo isso de abrir janelas, fundamental no ritmo de vida que se leva hoje. Um outro ponto, que atua em sistemas semelhantes no cérebro, é o estímulo da curiosidade por um dado assunto, que acarreta a busca por áreas de interesse diversas daquelas que vivenciamos no dia-a-dia. Mais um motivo para abrir a agenda a atividades diversas daquelas a que estamos acostumados é que essas consistem em oportunidades para exercitarmos o foco no pleno agora, ou, como vem sendo chamado em âmbito global, "mindfullness". Quando estamos aprendendo algo novo ou tomando contato com um campo de vivências que nos seja pouco familiar, temos a ocasião para focar no presente da ação, do próprio aprendizado. Este último será tema para um próximo post, sobre a relevância dos cinco sentidos na prática do foco pleno.

Eu listaria infindáveis benefícios, mas há um em especial: as atividades prazerosas trazem o sentimento de passeio, de partilha da alegria. Foi por isso que lembrei de divulgar o curso/degustação do vinho Carménère, que será ministrado pela enóloga Maria Amélia Flores, em sua Vinho & Arte Casa. A degustação é acompanhada por pães e queijos, e acontece na próxima quinta-feira, 28/07, das 19:30 às 22:30. O valor é 125,00 e as reservas podem ser feitas pelos telefones 51-30233345 e 51-93316098.

No friozinho de Porto Alegre, uma oportunidade de saborear queijos, pães e vinhos, e ainda obter conhecimento sobre este vinho de história tão especial, é uma riqueza de mini-férias. O que costumo sentir em atividades como essa é o faz-de-conta de viagem, o estranhamento que o viajante experimenta fora de seu território conhecido, do ponto de vista geográfico ou simbólico. Por mais que seja na própria cidade, participar de uma ocasião como este curso, em que se aprenderá algo lúdico e, ao mesmo tempo relevante na história do vinho, faz com que a gente sinta que está fora da moldura cotidiana. 

Para ver a programação e os vinhos a serem degustados, visitem no link:


Aproveitem para seguir as atividades propostas pela Vinho & Arte! 

Com carinho,
Betina


terça-feira, 19 de julho de 2016

A receita da Nega Maluca!!!


Queridos leitores!! 

Pois aqui está a receita que, acredito eu, seja a mais antiga em minha história. Quem leu o Alfarrábio conhecerá algumas das melhores lembranças que tenho deste bolo, a "Nega Maluca"!!!

Ingredientes e suas variações:

Sei decor as quantidades: 2 xícaras de farinha de trigo, 1 1/2 xícara de açúcar, 1 xícara de chocolate em pó (uso o chocolate do Fradinho), 1/2 xícara de óleo (uso azeite de oliva), 3 ovos inteiros, 1 xícara (não muito cheia) de leite, 1 pacote de fermento químico (peneirado).

Meu como-se-faz, que atravessa os tempos:

Em um bowl, peneirar a farinha, unindo o açúcar e o chocolate em pó ( prefiro o do Fradinho por ser menos doce, mas pode ser Nescau). Misturar bem os ingredientes secos, até formar um composto de tom marrom suave. Unir o azeite de oliva, misturando levemente (optei por este por ser mais saudável, mas também pelo suave aroma que casa muito bem com os demais ingredientes.). Os ovos devem ser acrescentados um de cada vez, misturando-os à massa de modo individual. Colocar, aos poucos, a xícara de leite (não muito cheia), misturando-o ao conjunto. Peneirar 1 pacote de fermento químico (ou 1 colher das de sopa do fermento se vier em pote.)

Tudo pronto, a massa fica na textura e no tom  demonstrados abaixo:

Passos seguintes
Colocar numa forma retangular, untada com manteiga e farinha de trigo.
Pré-aquecer o forno em 180° por 10 minutos.
Colocar o bolo no forno, na mesma temperatura (180°) por 45-50 minutos.
Mas e aquela crostinha brilhante e firme, da foto?
Pois aquela é a cobertura, que faço há anos do mesmo jeito. E sempre dá certo!
Para cada receita de bolo, faço três receitas deste glacé (cada medida é composta por 3 colheres-sopa de açúcar, 3 colheres-sopa de leite, 3 colheres-sopa de Nescau, 1 colher-sopa de manteiga (Aviação com sal). 
Quando triplico a receita, triplico todos os ingredientes menos a manteiga, que deve permanecer
 em 1 colher-sopa. Assim:
9 colheres-sopa açúcar
9 colheres-sopa Nescau
9 colheres-sopa Leite
 (uso o Leite Integral para o bolo e para o glacé).
1 colher-sopa manteiga
(se o conjunto ficar mais líquido,
 é possível agregar mais 1/3 a 1/2 da colher-sopa de manteiga).
Misturo os ingredientes com colher-de-pau, devagarinho, em fogo baixo, até que comece a ferver e, então, a engrossar. Desligo assim que começa a ficar espesso, mas ainda escorrendo lentamente da colher. O segredo deste bolo é começar a fazer a cobertura no final dos 45 minutos de forno: quando toca o apito do forno, avisando que a receita está pronta, é que ocorre o ponto-chave.
Faço o teste do palito, para confirmar que o bolo está pronto (palito sai sequinho quando afundado no bolo, se estiver pronto.) Corto o bolo em quadradinhos, com a faca indo até o fundo da forma, como na foto superior, e então espalho a cobertura por todo ele ( em cada cantinho), não deixando nenhuma área sem estar coberta pelo glacé.
Devolvo a forma para o forno, já apagado, e deixo ali por em média 2 horas (ou até tocar na cobertura e confirmar que está seca). O bolo fica sequinho por fora, com a cobertura crocante, mas bem umidecido por dentro, por onde a cobertura entrou através das linhas horizontais e verticais cortadas com a faca. 
E está pronto! Agora é só deixar esfriar!!!!
Algumas dicas:
- como prefiro este bolo não muito doce, uso na massa o chocolate do Fradinho e na cobertura o Nescau; pode-se usar, na massa do bolo, também uma barra de chocolate ao leite ou amargo, dependendo do paladar.
-Já usei dois potes de iogurte natural na massa, ao invés do leite. Essa mudança foi bem interessante, deixando o bolo mais macio e cremoso do que já é, e com um leve tom azedinho, quebrando a doçura. Colocar 2 a 3 potes, misturando devagar, que a massa fique homogênea e não muito espessa.
- Já usei pimenta calabresa em flocos, com cuidado para não me entusiasmar no colocar a pimenta...:)
-Prefiro o azeite de oliva, mas é por gosto, mesmo. Vocês podem preferir óleo de cozinha, é o ingrediente tradicional. Importante é manter a quantidade de 1/2 xícara. 
-Se preferirem servir de sobremesa, ao invés da merenda, é precioso acompanhar o pedaço com uma bola de sorvete.
E não poderia deixar de contar: é um bolo sensacional para piqueniques, com os farelos caindo na toalha e alegrando as formigas anfitriãs!
É uma receita deliciosa para as tardes invernais das férias de julho!!


Chega de prosa...Hora do bolo!!!

(qualquer dúvida, me escrevam!)

Bom proveito!
Com carinho,
Betina

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Férias de julho: recordando sabores!!


Queridos leitores!

Enquanto escrevo minha Dissertação de Mestrado, um devaneio vem de leve assoprar a lembrança de que é tempo de férias de julho. Para nós, do Hemisfério Sul, as férias de inverno. Aos queridos leitores que seguem o Blog no Hemisfério Norte, exponho minha cordial e suave inveja de seus dias ensolarados e veranescos...(brincadeirinha!)

Bom, esse período dá saudade de um monte de coisas dos tempos de férias do colégio, como fazer lanche vendo a Sessão da Tarde, com mil cobertores em volta, para proteger do frio. Um sabor na lembrança? O da Nega Maluca em quadradinhos, acompanhando a caneca de Nescau, bem quente.

Amanhã vem a receita!!!  

E a vocês, que sabor toca a alma nesses dias frios? 

Com carinho,
Betina