terça-feira, 19 de julho de 2016

A receita da Nega Maluca!!!


Queridos leitores!! 

Pois aqui está a receita que, acredito eu, seja a mais antiga em minha história. Quem leu o Alfarrábio conhecerá algumas das melhores lembranças que tenho deste bolo, a "Nega Maluca"!!!

Ingredientes e suas variações:

Sei decor as quantidades: 2 xícaras de farinha de trigo, 1 1/2 xícara de açúcar, 1 xícara de chocolate em pó (uso o chocolate do Fradinho), 1/2 xícara de óleo (uso azeite de oliva), 3 ovos inteiros, 1 xícara (não muito cheia) de leite, 1 pacote de fermento químico (peneirado).

Meu como-se-faz, que atravessa os tempos:

Em um bowl, peneirar a farinha, unindo o açúcar e o chocolate em pó ( prefiro o do Fradinho por ser menos doce, mas pode ser Nescau). Misturar bem os ingredientes secos, até formar um composto de tom marrom suave. Unir o azeite de oliva, misturando levemente (optei por este por ser mais saudável, mas também pelo suave aroma que casa muito bem com os demais ingredientes.). Os ovos devem ser acrescentados um de cada vez, misturando-os à massa de modo individual. Colocar, aos poucos, a xícara de leite (não muito cheia), misturando-o ao conjunto. Peneirar 1 pacote de fermento químico (ou 1 colher das de sopa do fermento se vier em pote.)

Tudo pronto, a massa fica na textura e no tom  demonstrados abaixo:

Passos seguintes
Colocar numa forma retangular, untada com manteiga e farinha de trigo.
Pré-aquecer o forno em 180° por 10 minutos.
Colocar o bolo no forno, na mesma temperatura (180°) por 45-50 minutos.
Mas e aquela crostinha brilhante e firme, da foto?
Pois aquela é a cobertura, que faço há anos do mesmo jeito. E sempre dá certo!
Para cada receita de bolo, faço três receitas deste glacé (cada medida é composta por 3 colheres-sopa de açúcar, 3 colheres-sopa de leite, 3 colheres-sopa de Nescau, 1 colher-sopa de manteiga (Aviação com sal). 
Quando triplico a receita, triplico todos os ingredientes menos a manteiga, que deve permanecer
 em 1 colher-sopa. Assim:
9 colheres-sopa açúcar
9 colheres-sopa Nescau
9 colheres-sopa Leite
 (uso o Leite Integral para o bolo e para o glacé).
1 colher-sopa manteiga
(se o conjunto ficar mais líquido,
 é possível agregar mais 1/3 a 1/2 da colher-sopa de manteiga).
Misturo os ingredientes com colher-de-pau, devagarinho, em fogo baixo, até que comece a ferver e, então, a engrossar. Desligo assim que começa a ficar espesso, mas ainda escorrendo lentamente da colher. O segredo deste bolo é começar a fazer a cobertura no final dos 45 minutos de forno: quando toca o apito do forno, avisando que a receita está pronta, é que ocorre o ponto-chave.
Faço o teste do palito, para confirmar que o bolo está pronto (palito sai sequinho quando afundado no bolo, se estiver pronto.) Corto o bolo em quadradinhos, com a faca indo até o fundo da forma, como na foto superior, e então espalho a cobertura por todo ele ( em cada cantinho), não deixando nenhuma área sem estar coberta pelo glacé.
Devolvo a forma para o forno, já apagado, e deixo ali por em média 2 horas (ou até tocar na cobertura e confirmar que está seca). O bolo fica sequinho por fora, com a cobertura crocante, mas bem umidecido por dentro, por onde a cobertura entrou através das linhas horizontais e verticais cortadas com a faca. 
E está pronto! Agora é só deixar esfriar!!!!
Algumas dicas:
- como prefiro este bolo não muito doce, uso na massa o chocolate do Fradinho e na cobertura o Nescau; pode-se usar, na massa do bolo, também uma barra de chocolate ao leite ou amargo, dependendo do paladar.
-Já usei dois potes de iogurte natural na massa, ao invés do leite. Essa mudança foi bem interessante, deixando o bolo mais macio e cremoso do que já é, e com um leve tom azedinho, quebrando a doçura. Colocar 2 a 3 potes, misturando devagar, que a massa fique homogênea e não muito espessa.
- Já usei pimenta calabresa em flocos, com cuidado para não me entusiasmar no colocar a pimenta...:)
-Prefiro o azeite de oliva, mas é por gosto, mesmo. Vocês podem preferir óleo de cozinha, é o ingrediente tradicional. Importante é manter a quantidade de 1/2 xícara. 
-Se preferirem servir de sobremesa, ao invés da merenda, é precioso acompanhar o pedaço com uma bola de sorvete.
E não poderia deixar de contar: é um bolo sensacional para piqueniques, com os farelos caindo na toalha e alegrando as formigas anfitriãs!
É uma receita deliciosa para as tardes invernais das férias de julho!!


Chega de prosa...Hora do bolo!!!

(qualquer dúvida, me escrevam!)

Bom proveito!
Com carinho,
Betina

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Férias de julho: recordando sabores!!


Queridos leitores!

Enquanto escrevo minha Dissertação de Mestrado, um devaneio vem de leve assoprar a lembrança de que é tempo de férias de julho. Para nós, do Hemisfério Sul, as férias de inverno. Aos queridos leitores que seguem o Blog no Hemisfério Norte, exponho minha cordial e suave inveja de seus dias ensolarados e veranescos...(brincadeirinha!)

Bom, esse período dá saudade de um monte de coisas dos tempos de férias do colégio, como fazer lanche vendo a Sessão da Tarde, com mil cobertores em volta, para proteger do frio. Um sabor na lembrança? O da Nega Maluca em quadradinhos, acompanhando a caneca de Nescau, bem quente.

Amanhã vem a receita!!!  

E a vocês, que sabor toca a alma nesses dias frios? 

Com carinho,
Betina

terça-feira, 28 de junho de 2016

E por falar em antipasto: a mesa do Le Bistrot, no Constantino!


Boa noite, queridos leitores! 

Lembrei de contar de outra oferta de antipasti muito especial, em Porto Alegre, o Constantino Café, na Fernando Gomes. Trouxe pra cá algumas fotos apresentadas no Google. No site do restaurante, há imagens lindas, também! 

Fazia muito tempo desde minha última ida, mais de um ano, por incrível que pareça. Correrias da vida, acabei voltando lá na semana passada. Descobri que a mesa de antipasti e saladinhas, que sempre adorei no Le Bistrot, retornou!!! ( O Le Bistrot ficava ao lado do Constantino e  fechou no segundo semestre de 2014, na Fernando Gomes, tendo seguido como Le Bistrot Gourmet, perto da Praça Japão. São dos mesmos proprietários.)

Os almoços de sábado, com amigos, e mesmo em dias de semana, por mais de dez anos foram parte da minha rotina. No findi, o almoço tinha a configuração que sempre me encantou: a mesa de saladas e antipasto, com verdes, terrines, patés, mistos de zucchini, beringela e tomates assados, pães, salada de feijão branco, e tantas outras saborices. O cardápio do dia ficava na mesa, em um retângulo charmoso de papel pardo, com duas opções de pratos quentes e variáveis das sobremesas. Era uma festa, o almoço no "Le", como costumávamos chamar carinhosamente, entre família e amigos. Quando combinávamos entre as amigas, as tardes eram longas de conversas e brindes, sempre uma ocasião. Freqüentei o Le Bistrot desde o verão de 2001, se não me falha a memória, até seus últimos dias na casa da Fernando Gomes: nos passeios ensolarados, ficávamos nas mesinhas da rua; nos dias frios, lá dentro. Em julho e agosto de 2014, quando me recuperava da fratura na mão esquerda, almocei muitas vezes ali em meio aos dias de trabalho, sendo recebida e muito bem atendida pela equipe. 

imagem de um almoço intimista, no Constantino,
lendo "A Fisiologia do Gosto", de Brillat-Savarin
(setembro de 2014)

Quando o "Le" fechou para a reforma, a partir de setembro daquele ano, o Constantino passou a oferecer almoço. Era um cardápio muito bem feito, com pratos elaborados, mas compatíveis com a demanda de rapidez, típica de uma refeição entre os turnos de trabalho. Pelo menos uma vez na semana, eu aparecia por lá, escolhendo sugestões leves. Foi um inverno longo e chuvoso, mas ainda assim o restaurante soube colher o melhor da estação: o ambiente interno, aconchegante, tem a lareira e a atmosfera introspectiva como excelentes atrativos. 

Coisas do tempo que passa, e da gente, que se transforma. Em 2015, com o Mestrado, meu mapa de vida me colocou em outros cenários, principalmente a PUC, onde almoçava antes, depois ou entre as aulas. Estar próxima ao Constantino, durante a semana, ficou difícil, e nos finais de semana as escolhas acabavam apontando para outras direções. Nem sei bem por quê, confesso. Amo o local, adoro comemorar datas ali ou sentar à mesa ao meio-dia ou à noite. Simples assim, a cartografia da rotina me trocou de território.

Semana passada, com correria e tudo, estive lá! E fui surpreendida com o retorno da mesa de antipasto, que tanto marcou um período da minha vida de 2001 a 2014. Sabores, memórias, conversas e reflexões estão associadas às entradinhas do Le. Agora, do Constantino!

Além disso, há  a oferta de sopas e a carta, com opções muito especiais. O jardim fica aquecido, sendo uma possibilidade aconchegante no inverno, também. A lareira e as mesinhas do interno seguem como deliciosa cena para uma refeição partilhada, ou até para um almocinho intimista, conversando consigo mesmo durante o saborear. 

Sugiro a vivência!!! Durante a semana, o Constantino Café fica aberto para o almoço, das 12:00 às  14:30; nos sábados, das 12:00 às 15:30. Conforme me contou a equipe, após esses horários, pratos do cardápio são oferecidos, entre quitutes e principais. Para o jantar, de segunda à quinta, pode-se ir das 18:00 à 00:00; sextas e sábados, das 19:00 à 00:00. 
Fica na Fernando Gomes, 44.
O Telefone é: 55-51- 33468589.

Visitem o site do  Constantino Café!

Aos amigos, um abraço!
Betina


Comemoração de aniversário,
 no jardim do Constantino,
em 14/10/2014






segunda-feira, 27 de junho de 2016

Antipasti: para abrir o apetite!


 Inspirada pelas recordações do Atelier das Massas, fui pesquisar fotos de outros balcões de antipasti: um de São Paulo, no Restaurante Lelis, e dois em Roma: Le Tavernelle, que encontrei por Serendipity  enquanto me perdia nas ruas da cidade, e uma cantina que à época se chamava 
L´Assassino, tema de um dos escritos do meu Pequeno Alfarrábio de Acepipes e Doçuras, "A anima do penne al ragú". Pelo que pude ver pelo Google, hoje esse restaurante tem o nome de Ai vespri siciliani. Será que o casal alegre do balcão ainda está lá? Na minha lembrança, sempre.

Pude ver, pelo site, que o estilo dos pratos permanece muito semelhante ao que conheci, com uma discreta mudança que acompanha a tendência global: o que antes era essencialmente familiar, hoje está gourmetizado. A transformação é inevitável, acompanha o movimento do mundo, mas sinto falta do rústico que vivenciei ali, no meu prato fundo, servido de penne em abundante ragú. A cozinha do restaurante, hoje, traz impulso de inovação, respeitando elementos do cardápio tradicional siciliano, baseado em produtos do mar. Louças e decorações contemporâneas dos ingredientes contam que meu prato fundo, com molho vermelho transbordando, já é passado.

"O Assassino"
Foccaccia
"Aqui, ditadura gastronômica"


Era fevereiro, uns dois graus de temperatura. O balcão de antipasti, lembro bem, estava  rico de sabores cintilando a azeite de oliva local, beringelas, zucchinni, tomates recheados e tantas outras iguarias. Largas massas de foccaccia, queijos e fiambres, azeitonas e outros deleites convidavam meu olhar para o retorno. Voltei, de fato, para umas taças de vinho, o antipasto e uma celebração a dois, no idioma local. Impossível esquecer aquela cantina...

 Resolvi partilhar uma seleção de imagens, sendo a primeira a do nosso típico italiano tão amado pelos portoalegrenses, Atelier das Massas.  É mágico ver como as atmosferas se parecem, em um contexto muito único:  vidros de azeites de oliva e de pimentas, garrafas de vinho, as paredes lotadas de quadros, os balcões de entradinhas plenos de cores e de texturas, tons fortes que nos convidam para a cena.

Bem-vindos às lembranças!




          Quando compartilhamos lembranças de sabores vividos, de certo modo estamos dividindo a mesa. Vocês, aqui, são leitores e, acima de tudo, comensais de memórias saborosas.

Deixo então um abraço carinhoso!
Betina






                                                 


















Entradinhas do Atelier das Massas: um belo Happy Hour de inverno


Queridos leitores! 

Estou em fim de semestre no Mestrado, então, numa correria daquelas...acontece que, mesmo num tempo maluco, consegui, há umas duas semanas, fazer um Happy Hour com amigos, num restaurante que amo em Porto Alegre, o  Atelier das Massas (cliquem no link para ver as fotos!).
O Atelier, é claro, tem massas espetaculares, mas confesso que sempre tive curiosidade e apreço especial pela oferta de antipasti, as entradinhas expostas no balcão.

 Fomos numa sexta-feira, chegando pouco depois das sete da noite, horário de abertura do restaurante para o jantar. Os quitutes, as taças de vinho e os tin-tins, com as devidas risadas e boa prosa, foram divinos; acima de tudo, um presente para os cinco sentidos. Para nós e para todos os clientes, que também curtiam seus pratos e observavam, de soslaio, a concorrência pelas mesas. Em menos de uma hora, estava o local já completo, e a espera, do lado de dentro e de fora da casa, começou a aumentar. Pasmem: com frio intenso e tudo! Excelente foi perceber a atenção dos proprietários e dos garçons com aqueles que aguardavam, oferecendo bebidas, servindo, dando informações e cuidado. 

Não jantamos, pois a ideia era curtir uma boa prosa antes dos compromissos da sexta à noite, mas o cardápio sempre deixa uma expectativa pelo retorno..."da próxima vez, vou pedir este prato!". Saborear as entradas, que são originais, múltiplas e super vibrantes, foi uma experiência deliciosa no Atelier. Em todas as vezes em que fui ao local, escolhi alguma massa típica da casa, mas a vontade de ir pelo antipasto era uma constante. E vos digo: vale a pena, também!!!

O restaurante abre para almoço, das 11:00 às 14:30; para jantar, das 19:00 às 23:30. O telefone é 32251125, e é possível reservar pelo Restorando, no link Restorando Atelier das Massas. E eu descobri, na pesquisa, que eles têm Tele-entrega!!! Telefone: 33258888! O menu online é este aqui do link. O delivery fica aberto nos seguintes horários: 
segunda à sexta, das 19:00- 23:00
Sábados: 11:00-14:30 e das 19:00 às 23:00
Domingos e feriados, fechado.

Bom, com as fotos abaixo, deixo meus comentários de lado. Vocês podem imaginar...Para quem não aparece por lá faz tempo, sugiro renovar as lembranças! Aos frequentadores, fica a partilha de um sentimento delicioso que o lugar propicia, o de estar numa daquelas cantinas típicas e familiares dos italianos. E não é mesmo? O mais incrível é a sensação de ele ser um restaurante com tanta unidade, tão típico por sua proposta, que funcionaria desse mesmo jeito, acolhedor e lúdico, onde estivesse. É como um oásis no centro de Porto Alegre.

Se fosse um texto literário, eu até arriscaria propor a frase  "o Atelier das Massas tem verossimilhança interna". É quase isso, amigos. Trata-se de uma obra  culinária, que vale por seu conjunto: tudo funciona em uma harmonia levemente desordenada, que caracteriza o cenário. Personagens, instantes peculiares, vida pulsando nas entradas e nos pratos criados ali: tudo é próprio da "obra". O que existe lá fora não faz parte das cenas que o interno oferece. Dentro do Atelier é, sem dúvidas, um mundo à parte. 

Vocês resistem? 

Eu, não.
:) 

Com carinho,
Betina
pecaditos possíveis...quem resiste? 
salames, queijos e fiambres, no detalhe
quitutes da casa: cogumelos, azeitonas recheadas, e tantos mais
balcão com queijos, fiambres e quitutes: iluminado à noite
balcão à noite
ofertas de entradinhas criativas
vista geral do restaurante, plano térreo.


(todas as fotografias foram extraídas do site Atelier das Massas. Visite o link e veja quem fez cada foto.)





domingo, 19 de junho de 2016

Chegando o inverno!



Está dada a largada! Em poucas horas, estaremos no inverno, aqui no Hemisfério Sul. E Porto Alegre anda surpreendente no quesito frio. O lado bom são as lareiras, as comidinhas saborosas, a elegância dos trajes, o calor dos (mil) cobertores, o passear juntos, o brindar com vinho tinto, e por aí vai. 
Confesso, já fui mais fã da estação de dias frios e cinzentos, mas tenho buscado curtir. 

Escolhi essa foto porque os mercados sempre são potenciais territórios de criação. Vemos este e aquele ingrediente, preparamos o cenário, e plim!, está feita a festa. Em especial, quando é a dois.
Ao recebermos amigos em casa, muitas vezes as melhores opções são as tradicionais, como queijos e vinhos, fondue, café da noite com pães especiais e a casa aquecida pelo fogo. Manter as tradições é a cara do inverno, aliás. Esperamos por ele para escolher os queijos no mercado, ou para comprar as frutas e o chocolate. Por isso a imagem: as receitas ocorrem espontâneas enquanto caminhamos pelas bancas, à espera de ideias que nos saltem.

E, na cozinha, tradição rima com criação? Sim, sem dúvidas. Podemos seguir receitas invernais clássicas, mas com novos elementos, temperos, inovações. É isto que o passeio pelos corredores do mercado citadino nos oferece: o inusitado, a surpresa, o clique na escolha do queijo desconhecido, da geleia de uma fruta da época e daquele pão rebuscado, que sempre deixamos para  experimentar depois.

Passei pra desejar que os amigos tenham um delicioso friozinho, pleno de tintins, sabores e partilha!
E, claro, com muitas boas prosas e risadas em volta da mesa!

A seguir cenas dos próximos posts:

"Entradinhas do Atelier das Massas: um belo Happy Hour de inverno"

"E por falar em Antipasto"

"O queijo e a gruta"

"O amor é massa-madre"

E posts com dicas de lugares e atividades saborosas para curtir a chegada do frio.

Com carinho,
Betina


domingo, 27 de março de 2016

Carpe!!!


E como amanhã  teremos uma nova segunda-feira cotidiana, passado o feriado de Páscoa, vale uma reflexão: saboreie o dia, para além das guloseimas e dos chocolates recebidos. Este saborear tem origem na ideia de 'aproveite o dia', presente na frase Carpe Diem. 

Trata-se de um aproveitar pleno da vivência das horas, e não apenas um 'passar' do dia, para que logo se vá a segunda, a terça, a quarta, a quinta e chegue, ensolarada, a sexta, e então o sábado, o domingo...e outra segunda. É assim que a vida 'passa', a gente mastigando a comida sem saborear, porque há só uma hora de almoço.

Um exercício de imaginação...Num bolinho de chuva, cada mordidinha traz a maciez, o aconchego da massa bege-clara, o crocante da casquinha, o perfume quente e o carinho que o açúcar  faz na pele, quando abrimos o quitute com as mãos. E tem o expresso, gole a gole: a merenda  nos reporta a memórias trazidas lá do fundo. Lembranças vêm pelo bolinho e pelo cheiro do café, denso e viçoso na xícara branca, mesmo se estivermos desavisados, atentos aos sentidos. E vêm o bem-estar e a gostosura de um intervalo na correria, a pausa de nirvana numa segunda-feira. Pois esse saborear pleno de uma pequena safadeza, bolinho de chuva com café, é o mesmo que podemos aplicar ao nosso dia rotineiro. Isso parte de uma decisão, ao despertarmos.

Quando saboreamos o tempo, cada segunda-feira é prazerosa em sua essência. Mesmo depois de um feriado longo. 

Então, bom finzinho de domingo, e bom começo de semana aos amigos!!

Abraços,
Betina